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Categoria 2 · consolidação técnica

Propagação HF, VHF e UHF

Conteúdo editorial de consolidação técnica, com conceitos, exemplos, exercícios e fontes para estudo autónomo.

Guia para quem começa

As letras HF, VHF e UHF indicam gamas de frequência, mas não garantem um alcance fixo. O alcance resulta da combinação entre frequência, altura, obstáculos, terreno, atmosfera, ionosfera, ruído e antenas.

Usa o mecanismo dominante como primeira hipótese: linha de vista em VHF/UHF, reflexão e difracção junto ao terreno, ionosfera em HF e fenómenos especiais quando existem condições próprias. Depois confirma com observações e não com uma regra memorizada.

Auto-verificação

Explica por que uma antena mais alta pode ajudar uma ligação VHF e por que uma ligação HF pode variar muito ao longo do dia sem alteração do equipamento.

Consultar as siglas: expressão original e significado em português.

Objectivos

No final deste módulo, o estudante deve conseguir:

  • comparar os mecanismos de propagação que devem ser estudados em HF, VHF e UHF;
  • explicar a importância de linha de vista, altura, relevo e obstrução;
  • distinguir onda terrestre, onda celeste, difracção e efeitos troposféricos;
  • usar os termos salto, MUF e desvanecimento sem os transformar em garantias de alcance;
  • planear uma observação de campo com registos reproduzíveis.
  • descrever qualitativamente as regiões D, E e F da ionosfera;
  • distinguir reflexão/refracção ionosférica, espalhamento meteorítico, propagação troposférica e percurso por satélite;
  • calcular a perda de espaço livre em casos simples;
  • explicar zona de Fresnel, difracção e o efeito da polarização no percurso.

Mapa de leitura

Antes de dizer que “a propagação abriu” ou “a banda não funciona”, identifica cinco elementos:

  1. banda e modo: HF, VHF ou UHF; largura de banda e polarização;
  2. geometria: distância, altura, linha de vista, relevo e zona de Fresnel;
  3. meio: ionosfera, troposfera, chuva, obstáculos, edifícios ou solo;
  4. tempo: hora, estação do ano, actividade solar, meteorologia e duração do fenómeno;
  5. observação: frequência, localização, intensidade, ruído, direcção e se o efeito foi repetível.

Uma boa explicação separa o mecanismo provável da certeza. O mesmo aumento de sinal pode resultar de uma mudança ionosférica, de uma reflexão local, de uma melhoria da antena ou simplesmente de menos ruído no receptor.

Vocabulário mínimo

TermoSignificado neste módulo
linha de vistacaminho geométrico directo entre as antenas, sem obstrução relevante
difracçãodesvio e espalhamento da onda ao contornar uma aresta ou obstáculo
zona de Fresnelvolume em torno do caminho que deve ficar suficientemente desimpedido
MUFfrequência máxima utilizável para um percurso e condições definidos
saltopercurso entre reflexões/refracções sucessivas, sobretudo em HF
desvanecimentovariação temporal do nível ou da qualidade do sinal
SNRrelação entre sinal útil e ruído no ponto de recepção
troposferacamada inferior da atmosfera onde ocorrem muitos efeitos VHF/UHF

A banda orienta a pergunta

As siglas HF, VHF e UHF identificam famílias de frequências, mas não substituem a frequência concreta, a largura de banda, o modo, a antena ou as regras aplicáveis. O diagrama resume mecanismos para estudo:

  • em HF, a ionosfera pode participar no percurso, permitindo trajectórias com um ou mais saltos e também absorção;
  • em VHF, a linha de vista, a altura das antenas, o relevo e a difracção são perguntas centrais;
  • em UHF, obstáculos, edifícios, vegetação e perdas de alimentação podem alterar rapidamente o nível local, embora também existam fenómenos troposféricos;
  • em todas as bandas, polarização, ganho, perdas, ruído e interferência continuam a contar.

“HF propaga sempre para longe” e “VHF só funciona em linha de vista perfeita” são simplificações que falham. A propagação real é uma combinação de geometria, ambiente e estado da atmosfera.

Percursos de propagação: sky wave = onda ionosférica; space wave = onda espacial; surface wave = onda de superfície; ionosphere = ionosfera. Os traços são percursos conceptuais, sem escala geográfica nem garantia de alcance.
Percursos de propagação: sky wave = onda ionosférica; space wave = onda espacial; surface wave = onda de superfície; ionosphere = ionosfera. Os traços são percursos conceptuais, sem escala geográfica nem garantia de alcance. Fonte da imagem.

Aplicações e condições a reter

A dispersão por meteoros usa rastos temporários de ionização para dispersar ou devolver ondas rádio. Na comparação histórica das opções, 28–148 MHz é o intervalo associado ao mecanismo, cobrindo a região de HF alta e VHF. A abertura é breve e depende da geometria, actividade meteórica e frequência; esse intervalo técnico não é uma atribuição legal contínua de espectro.

O comprimento de onda é uma distância e exprime-se em metros. Relaciona-se com velocidade e frequência por \(λ = v/f\).

Linha de vista, relevo e difracção

Uma linha de vista rádio não é exactamente igual a uma linha geométrica desenhada num mapa. A altura das antenas, a curvatura aparente do percurso, o relevo e a zona de Fresnel influenciam a perda. Um obstáculo pode bloquear, reflectir ou difractar parte da energia.

Para uma primeira análise:

  1. marcar a posição e altura aproximada das antenas;
  2. observar o perfil do terreno e os obstáculos próximos;
  3. confirmar polarização e orientação;
  4. estimar perdas de cabo, conectores e desadaptação;
  5. medir em mais do que um ponto e em mais do que um momento.

Uma ligação que funciona num ponto não prova que toda a área esteja coberta. Sombras locais, reflexões e multipercurso podem produzir zonas muito diferentes a poucos metros de distância.

Aplicações e condições a reter

Polarizações diferentes podem causar forte perda de acoplamento e tornar a ligação muito mais fraca. A magnitude concreta depende do ângulo de polarização, do ambiente e do multipercurso.

No espaço livre, as ondas rádio propagam-se aproximadamente à velocidade da luz, 300 000 km/s, ou \(3 \times 10⁸ m/s\).

HF, ionosfera e saltos

Na HF, regiões ionizadas da atmosfera podem refractar ou devolver energia para a Terra. A distância de um salto, a absorção e a possibilidade de a frequência atravessar ou não uma região variam com hora, estação, actividade solar, ângulo de elevação, frequência e estado ionosférico.

MUF significa frequência máxima utilizável num percurso e condição definidos. Não é uma fronteira universal da atmosfera nem um valor permanente para uma banda inteira. Um percurso pode ainda ser limitado por ruído, absorção ou nível mínimo necessário antes de atingir a MUF.

Actividade solar e ciclo de aproximadamente onze anos

O número de manchas solares (sunspot number) mede a actividade solar a partir da contagem de manchas individuais e de grupos de manchas solares. Não é um identificador de uma mancha nem uma medição do fluxo de rádio solar: o índice de fluxo solar, habitualmente referido a 2,8 GHz, é outra grandeza. A contagem de manchas e grupos é a base do índice publicado pelo WDC-SILSO, Observatório Real da Bélgica.

O número de manchas solares e a actividade ultravioleta variam num ciclo cuja escala típica é de aproximadamente onze anos. Essa variação altera a ionização disponível e pode favorecer percursos HF mais altos em determinadas fases. Não é um relógio que permita prever um contacto isolado: hora, estação, latitude, perturbações geomagnéticas, frequência, ângulo de elevação, antena e ruído continuam a determinar o percurso concreto. Usa o ciclo solar como contexto de uma previsão, nunca como garantia de propagação.

Regiões ionosféricas D, E, F1 e F2: day = dia; night = noite; earth = Terra; radiation from sun = radiação solar. O desenho compara dia e noite de forma simplificada. As alturas estão em milhas (1 mi ≈ 1,609 km), são aproximadas e variam; não são limites fixos.
Regiões ionosféricas D, E, F1 e F2: day = dia; night = noite; earth = Terra; radiation from sun = radiação solar. O desenho compara dia e noite de forma simplificada. As alturas estão em milhas (1 mi ≈ 1,609 km), são aproximadas e variam; não são limites fixos. Fonte da imagem.

Regiões ionosféricas

Para estudo introdutório, a ionosfera é descrita por regiões com propriedades que variam com hora, estação, latitude, actividade solar e iluminação:

  • D: aproximadamente 60–90 km; durante o dia pode absorver sobretudo frequências mais baixas de HF e enfraquecer sinais;
  • E: aproximadamente 90–150 km; pode refractar HF e, em episódios de E esporádica, produzir percursos anormalmente fortes em VHF;
  • F: região mais alta, aproximadamente 150–500 km; é a principal responsável por muitos percursos de longa distância em HF e pode dividir-se em F1/F2 durante o dia.

Estes intervalos são aproximações didácticas, não superfícies fixas. A energia de RF não “bate num espelho” perfeito: a refracção depende da densidade electrónica, da frequência e do ângulo de incidência. Frequências diferentes podem seguir percursos diferentes ao mesmo tempo.

Outros mecanismos de interesse

  • E esporádica: camada E irregular e temporária, frequentemente associada a sinais fortes e percursos de algumas centenas a milhares de quilómetros em VHF baixo; não é previsível como uma cobertura garantida;
  • espalhamento meteorítico: a ionização deixada por meteoros pode criar percursos muito curtos em VHF, normalmente intermitentes;
  • auroral: irregularidades em regiões aurorais podem permitir recepção com distorção e polarização alterada;
  • satélite: a ligação usa um percurso acima do horizonte e depende de visibilidade, antenas, perdas, doppler e orçamento de ligação; não é “propagação ionosférica” por definição.

VHF e UHF são comuns em ligações via satélite porque, em muitos percursos, são menos afectados pela refracção/absorção ionosférica que HF e permitem antenas direccionais de dimensões práticas. O efeito Doppler existe e cresce com a frequência e a velocidade radial; deve ser previsto, não ignorado.

Em bancos de exame aparece frequentemente o intervalo 28–148 MHz como a gama mais adequada ao espalhamento meteorítico. A ideia física é que as trilhas ionizadas duram pouco e tendem a devolver melhor frequências de HF alto e VHF baixo; acima disso, a eficiência diminui e são necessárias condições e técnicas mais exigentes. O intervalo é uma referência didáctica histórica, não uma autorização contínua para emitir em todas as frequências entre os extremos. Em Portugal só se pode operar nas faixas e condições autorizadas para o serviço de amador e para a categoria aplicável.

Aplicações e condições a reter

A camada E esporádica pode reflectir/refractar sinais VHF e abrir percursos de longa distância de forma temporária e irregular.

As condições da ionosfera mudam com hora, actividade solar e outros factores, podendo abrir ou fechar um percurso de HF.

A ionosfera, especialmente as regiões E e F, pode refractar sinais de HF e devolvê-los para a superfície, permitindo percursos de onda celeste.

A camada E fica abaixo da camada F e acima da camada D na organização didáctica habitual da ionosfera.

As camadas habitualmente consideradas são D, E e F; a região F pode ainda ser dividida em F1 e F2.

A camada F é a principal região associada a muitos percursos ionosféricos de longa distância em HF, embora a disponibilidade dependa das condições e da frequência.

A camada D é a mais próxima da superfície entre D, E, F1 e F2, embora possa absorver HF inferior durante o dia.

Uma abertura de E esporádica pode reflectir/refractar VHF e permitir recepção a longa distância de forma temporária.

VHF e UHF são, em geral, menos afectadas pela propagação ionosférica do que HF, o que permite ligações via satélite sem depender de reflexão/refracção ionosférica como mecanismo principal.

A ionosfera é uma região da atmosfera constituída por gases parcialmente ionizados, organizados em camadas com comportamento variável. Não é uma cintura de radiação nem um conjunto de partículas magnetizadas.

O ciclo de actividade solar tem uma duração média de cerca de 11 anos e influencia a ionização e as condições de propagação HF. A duração e a intensidade variam; o ciclo não significa que todas as condições ionosféricas se repitam exactamente.

VHF e UHF: terreno e troposfera

Em VHF e UHF, a linha de vista e o perfil do terreno têm muitas vezes um peso dominante. A troposfera também pode produzir refracção, ductos e outros efeitos que prolongam ou alteram o percurso. Estes fenómenos dependem de gradientes atmosféricos e não devem ser tratados como um modo garantido de operação.

Edifícios, árvores e estruturas metálicas podem criar reflexão e multipercurso. O receptor pode alternar entre reforço e cancelamento quando uma antena ou pessoa se move ligeiramente. A polarização desalinhada também pode reduzir o sinal útil.

Em edifícios, VHF tende muitas vezes a penetrar e a difractar melhor do que UHF por ter comprimento de onda maior, embora a geometria, os materiais, as aberturas, a polarização e os multipercursos possam inverter o resultado local. Não é correcto afirmar que UHF funciona sempre melhor no interior.

Espaço livre, Fresnel e difracção

Como primeira aproximação para um percurso em espaço livre, a perda básica é:

\[ L_{\mathrm{fs}}(dB) = 20 \log_{10}(4πd / λ) \]

Legenda: \(L_{\mathrm{fs}}\): perda em espaço livre (dB); \(d\): distância (m); \(λ\): comprimento de onda (m); \(π\): constante pi; \(\log_{10}\): logaritmo de base 10. Distância e comprimento de onda devem usar a mesma unidade.

ou, usando d em km e f em MHz:

\[ \begin{aligned} L_{\mathrm{fs}}(dB) ≈ 32,45 \\ &\quad + 20 \log_{10}(d) \\ &\quad + 20 \log_{10}(f) \end{aligned} \]

Legenda: \(L_{\mathrm{fs}}\): perda em espaço livre (dB); \(d\): valor numérico da distância em km; \(f\): valor numérico da frequência em MHz; \(\log_{10}\): logaritmo de base 10. A constante 32,45 pressupõe estas unidades.

Duplicar a distância aumenta a perda de espaço livre em aproximadamente 6 dB; duplicar a frequência também aumenta a perda em aproximadamente 6 dB, mantendo a distância. Antenas com ganho, perdas de cabo e sensibilidade do receptor pertencem ao orçamento de ligação e não estão incluídos nesta perda básica.

A zona de Fresnel é uma região elipsoidal à volta do percurso directo. Um obstáculo dentro dela pode introduzir difracção e perdas adicionais mesmo quando as duas antenas parecem geometricamente visíveis. Elevar uma antena ou afastar o obstáculo pode melhorar a ligação; aumentar potência não corrige necessariamente um nulo de multipercurso.

Aplicações e condições a reter

Em UHF, reflexões e multipercurso podem criar reforços e cancelamentos a poucos metros; deslocar o portátil pode recuperar o sinal.

Um ducto é uma condição de propagação troposférica pouco comum em que gradientes atmosféricos podem guiar ou refractar as ondas para além do alcance normal.

VHF e UHF não usam normalmente a ionosfera como mecanismo estável de longa distância; dependem sobretudo de linha de vista, altura, terreno e mecanismos troposféricos, embora existam excepções como E esporádica.

VHF e UHF não se reflectem normalmente na ionosfera como HF; o seu alcance é condicionado por linha de vista, terreno, altura e outros mecanismos de propagação.

Desvanecimento e relação sinal/ruído

O nível recebido é apenas uma parte do problema. A qualidade depende da relação entre sinal, ruído e interferência dentro da largura de banda do modo. O desvanecimento pode ser lento ou rápido e pode afectar amplitude, fase ou ambos.

Ao comparar dois locais, não dizer apenas “o sinal é S9” ou “não chega”. Registar frequência, modo, largura de banda, antena, orientação, altura, potência, perdas, hora, ruído e condições meteorológicas relevantes. Uma medição repetível vale mais do que uma impressão isolada.

O SNR é a relação entre potência do sinal desejado e potência do ruído numa largura de banda definida. Um sinal pode parecer forte no S-meter e continuar ilegível devido a ruído ou interferência. O LUF é a frequência mínima utilizável quando a absorção/ruído impede um percurso satisfatório; em HF, a faixa praticável pode ser pensada entre uma LUF e uma MUF, mas o intervalo muda com o percurso e o momento.

Aplicações e condições a reter

As mudanças do nível recebido numa ligação ionosférica chamam-se desvanecimento, ou fading.

Exemplo de observação VHF

Uma estação em \(145 MHz\) é ouvida a \(80 km\) por uma antena elevada, mas desaparece quando a antena é baixada alguns metros. A explicação inicial deve considerar linha de vista, relevo, zona de Fresnel, polarização e multipercurso; não se deve concluir automaticamente que houve reflexão ionosférica. Regista a hora, a frequência, o nível, o local, a altura e as condições antes de comparar com outro dia. Se um meteoro produzir uma abertura breve, o percurso pode ser intermitente e não reproduzível.

Diagnóstico guiado: uma ligação VHF desapareceu

Começa por separar uma falha da estação de uma alteração de propagação:

  1. confirma frequência, modo, potência, antena, cabo e alimentação;
  2. escuta uma estação ou sinal conhecido para perceber se o receptor continua funcional;
  3. verifica linha de vista, altura, obstáculos recentes e polarização;
  4. compara hora, localização, nível e ruído com observações anteriores;
  5. só então considera difracção, troposfera, multipercurso ou desvanecimento.

Em HF acrescenta a frequência crítica do percurso, a possibilidade de saltos, a absorção e a actividade ionosférica. Não uses “ionosfera” como explicação automática para qualquer contacto distante: a banda, a geometria e a repetição do efeito têm de ser compatíveis.

Exercícios

Tenta responder antes de abrir a resposta.

1HF, VHF e UHF determinam sozinhas o alcance?
Resposta

Não; são famílias de frequência e o percurso depende de muitas condições.

2O que é linha de vista rádio?
Resposta

Uma aproximação ao percurso directo, influenciada por altura, relevo, obstáculos e zona de Fresnel.

3O que significa MUF?
Resposta

Frequência máxima utilizável para um percurso e condições definidos.

4Um ducto troposférico é garantido numa noite húmida?
Resposta

Não; é um fenómeno dependente das condições atmosféricas.

5Porque medir em vários pontos?
Resposta

Para revelar sombras, reflexões, multipercurso e variação local.

6O que representa a região D?
Resposta

Uma região inferior da ionosfera que pode absorver sinais, sobretudo em frequências HF mais baixas e durante o dia.

7O que é E esporádica?
Resposta

Uma irregularidade temporária na região E que pode permitir percursos inesperados, inclusive em VHF.

8Quanto muda a perda de espaço livre ao duplicar a distância?
Resposta

Aumenta aproximadamente 6 dB.

9O que é a zona de Fresnel?
Resposta

Uma região em torno do percurso directo cuja obstrução pode aumentar difracção e perda.

10Porque aparece 28–148 MHz associado a meteor scatter?
Resposta

É uma gama didáctica de HF alto/VHF baixo favorável ao mecanismo, não uma faixa contínua de operação autorizada.

11O ciclo solar repete-se exactamente de onze em onze anos?
Resposta

Não. Onze anos é uma escala aproximada para uma variação de actividade; a intensidade e os efeitos ionosféricos de cada ciclo variam.

Erros frequentes

  • usar nomes de bandas como se fossem faixas legais ou previsões de alcance;
  • confundir MUF com a frequência máxima possível em qualquer percurso;
  • ignorar zona de Fresnel, obstáculos e perdas de alimentação;
  • atribuir todo o desvanecimento à ionosfera;
  • tratar o ciclo solar de onze anos como previsão exacta de uma ligação;
  • comparar estações com antenas, modos e larguras de banda diferentes;
  • aumentar potência antes de verificar instalação, ruído, polarização e segurança.

Resumo e glossário

Propagação é o conjunto de efeitos que determina como a energia chega da antena emissora à receptora. Em HF, a ionosfera pode permitir percursos por saltos; em VHF/UHF, a geometria, o relevo, a troposfera e os obstáculos tendem a dominar, embora existam outros mecanismos. Linha de vista, Fresnel, difracção, perdas, ruído e desvanecimento devem ser analisados em conjunto.

TermoPergunta de controlo
bandaque mecanismo é plausível nesta faixa?
geometriahá linha de vista e Fresnel suficientemente livres?
ionosferaa hipótese explica a hora, o percurso e a repetição?
SNRo sinal melhorou ou foi apenas o ruído que diminuiu?
observaçãoficaram registados frequência, local, hora, antena e condições?

Siglas e abreviaturas usadas neste módulo

Cada entrada apresenta a expressão original, a língua e o significado em português neste contexto.

  • ANACOM — Autoridade Nacional de Comunicações (português): regulador português das comunicações.
  • ARRL — American Radio Relay League (inglês): associação norte-americana de radioamadores.
  • HF — High Frequency (inglês): alta frequência.
  • ITU — International Telecommunication Union (inglês): União Internacional das Telecomunicações.
  • LUF — Lowest Usable Frequency (inglês): frequência mínima utilizável.
  • MUF — Maximum Usable Frequency (inglês): frequência máxima utilizável.
  • NOAA — National Oceanic and Atmospheric Administration (inglês): administração oceânica e atmosférica dos Estados Unidos.
  • QNAF — Quadro Nacional de Atribuição de Frequências (português): quadro nacional de atribuição de frequências.
  • RF — Radio Frequency (inglês): radiofrequência.
  • SNR — Signal-to-Noise Ratio (inglês): relação sinal/ruído.
  • UHF — Ultra High Frequency (inglês): frequência ultra-alta.
  • VHF — Very High Frequency (inglês): frequência muito alta.

Os códigos Q são grupos convencionais com significados definidos, não iniciais de palavras. As letras de componentes (R, L, C) representam resistência, indutância e capacidade; números como R1 ou C2 identificam componentes.

Referências terminológicas: abreviaturas da ARRL e glossário de electrónica da Analog Devices. Para os organismos e certificados: CEPT na União Postal Universal, HAREC — T/R 61-02, ITU e definições publicadas pela ANACOM. As expansões dos nomes não estabelecem regras de operação.

Fontes e versão

Estado: explicação didáctica técnica. Verificado em: 11.08.2026. O intervalo técnico referido para meteor scatter não substitui as faixas, potências nem as condições legais de operação; esses elementos devem ser confirmados nas publicações vigentes da ANACOM e no QNAF aplicável.