Categoria 1 · estudo avançado
Circuitos avançados, fontes e amplificadores
Conteúdo editorial de estudo avançado, com conceitos, exemplos, exercícios e fontes para estudo autónomo.
Activar o destaque das passagens revistas que ajudam a responder a 184 perguntas deste módulo. O texto completo continua disponível.
Destaque desligadoGuia para quem começa
Este módulo junta conhecimentos que aparecem separados nas categorias anteriores. A forma mais segura de ler um circuito é seguir a alimentação, o percurso do sinal, a referência de massa e os componentes que controlam ganho, frequência, filtragem e adaptação.
Não confundas o modelo ideal com o comportamento real: uma fonte tem ripple, um amplificador tem limite e dissipação, um díodo tem queda e um transistor tem regiões de funcionamento. Os esquemas tornam-se mais fáceis quando cada bloco é explicado antes de ser combinado.
Auto-verificação
Escolhe um circuito com fonte, amplificador e filtro, identifica o percurso do sinal e aponta um limite real que possa alterar o resultado calculado.
Consultar as siglas: expressão original e significado em português.
Mapa de leitura
Divide qualquer esquema em quatro perguntas: por onde entra a alimentação, por onde passa o sinal, onde está a referência/massa e que componente controla ganho, frequência ou potência. Só depois escolhe Kirchhoff, Ohm, reactância, relação de espiras ou ganho de amplificador. O resultado calculado deve ser comparado com alimentação, dissipação, largura de banda e folha de dados.
Duas partes de estudo
- Fundação — secções 1–5: Kirchhoff, fase, reactância, impedância, bobinas, transformadores e adaptação. Conclui esta parte antes de M01–M04.
- Aplicação — secções 6–10: semicondutores, transístores, lógica, fontes, amplificadores e detectores. Regressa a esta parte quando cada circuito aparecer nos módulos de osciladores, receptores, filtros e EMC.
O módulo conserva uma única URL para não quebrar perguntas e ligações existentes, mas a primeira parte funciona como fundação obrigatória e a segunda como referência de aplicação.
Vocabulário mínimo
| Termo | Leitura inicial |
|---|---|
| nó/malha | ponto de ligação e percurso fechado usados nas leis de Kirchhoff |
| impedância | oposição complexa à corrente alternada, com módulo e fase |
| reactância | componente da impedância associada a campo eléctrico ou magnético |
| ganho | razão entre saída e entrada, dependente da grandeza e da frequência |
| regulação | controlo da saída de uma fonte perante entrada ou carga |
| dissipação | potência convertida sobretudo em calor no componente |
Objectivos
No final deste módulo, o estudante deve conseguir:
- aplicar as leis de Kirchhoff a nós e malhas simples;
- distinguir resistência, reactância, impedância e fase;
- calcular associações de condensadores, bobinas e transformadores;
- explicar rectificação, filtragem, regulação e arranque de fontes de alimentação;
- distinguir díodos, varicaps, Zener, LED, Schottky, MOSFET e transístores bipolares;
- reconhecer as classes A, B, AB e C e os compromissos entre linearidade e eficiência;
- identificar os blocos de um amplificador operacional e fazer cálculos simples de ganho;
- explicar blindagem, diferença de fase, figuras de Lissajous e ruído térmico;
- escolher a explicação correcta quando uma pergunta do banco usa uma figura ou um circuito.
Tabela transversal de componentes
Esta tabela serve para comparar rapidamente a função ideal com o limite que deve ser procurado numa folha de dados. A unidade indicada é a grandeza mais útil para a primeira leitura; o componente real pode exigir várias outras.
| Componente | Símbolo | Função ideal | Grandeza/unidade | Limite real a verificar | Papel típico em rádio |
|---|---|---|---|---|---|
| resistência | R | limitar corrente e produzir queda de tensão | \(R\) em Ω; potência em W | tolerância, potência, tensão máxima, ruído e temperatura | polarização, carga, terminação e atenuação |
| condensador | C | armazenar carga e oferecer reactância dependente da frequência | \(C\) em F; tensão em V | tensão nominal, ESR, corrente de ripple, polaridade e frequência | desacoplamento, acoplamento, filtro e sintonia |
| bobina | L | armazenar energia magnética e oferecer reactância dependente da frequência | \(L\) em H; corrente em A | corrente de saturação, Q, resistência série e auto-ressonância | sintonia, filtro, choke e adaptação |
| díodo | D | conduzir preferencialmente num sentido | corrente em A; tensão em V | queda directa, corrente, tensão inversa, dissipação e recuperação | rectificação, protecção, detecção e comutação |
| transistor | Q | controlar corrente ou tensão através de um terminal de controlo | ganho, corrente e tensão | região de funcionamento, dissipação, frequência e estabilidade | amplificação, oscilação, mistura e comutação |
| transformador | T | transferir energia e adaptar tensão/impedância por acoplamento magnético | relação de espiras; potência em W | isolamento, frequência, perdas, saturação e corrente | alimentação, FI, balun e adaptação |
| filtro | F | seleccionar uma faixa e atenuar outra | frequência em Hz; largura em Hz | perda de inserção, ripple, rejeição, potência e fase | selectividade, supressão de harmónicas e áudio |
| amplificador operacional | U | realizar uma relação controlada entre entrada e saída | ganho, tensão e corrente | alimentação, largura de banda, slew rate, ruído e saturação | condicionamento, detector e controlo |
O quadro é uma ferramenta de escolha, não uma folha de dados. Se um cálculo der uma tensão, corrente ou potência fora do limite do componente, o resultado ideal deve ser rejeitado ou revisto antes de montar o circuito.
1. As leis de Kirchhoff
Um nó é um ponto onde se ligam dois ou mais ramos. A lei dos nós, também chamada lei das correntes, diz que a soma algébrica das correntes num nó é zero:
Ver 1 pergunta relacionada
Legenda: \(I₁\), \(I₂\), …: correntes que entram no nó (A); \(I_{\mathrm{saída}}\): corrente que sai do nó (A); \(…\): restantes contribuições de entrada. Os sentidos definem os sinais na equação.
Se entram \(2 A\) e \(0,5 A\) num nó e sai uma corrente I, então \(I = 2,5 A\). Não é uma propriedade especial de corrente contínua: aplica-se desde que os sentidos e sinais tenham sido definidos.
Uma malha é um caminho fechado. A lei das malhas, também chamada lei das tensões, diz que a soma algébrica das variações de tensão ao longo da malha é zero. Numa fonte de \(12 V\) e numa resistência onde caem \(7 V\), a queda restante é \(5 V\), se não existirem outros elementos no caminho.
Ver 2 perguntas relacionadas
As leis de Kirchhoff não são três leis diferentes. A referência habitual é:
- lei dos nós ou das correntes;
- lei das malhas ou das tensões.
Em paralelo, a tensão é a mesma em cada ramo e a corrente total é a soma das correntes dos ramos. Em série, a corrente é a mesma nos elementos e as tensões somam-se.
Aplicações e condições a reter
As duas leis de Kirchhoff são a lei dos nós (ou das correntes) e a lei das malhas (ou das tensões). Num nó, a soma algébrica das correntes é zero: a corrente que entra é igual à que sai. Numa malha fechada, a soma algébrica das subidas e quedas de tensão é zero. Escolher um sentido e manter os sinais evita somar apenas os módulos.
Ver 4 perguntas relacionadas
- Pergunta 1 — No que respeita às Leis de Kirchhoff qual das seguintes afirmações é verdadeira?
- Pergunta 3 — A lei dos nós de Kirchhoff, também se designa por
- Pergunta 293 — Qual das seguintes afirmações é verdadeira no que respeita às Leis de Kirchoff?
- Pergunta 294 — De acordo com a lei dos nós de Kirchoff, qual das afirmações está correcta?
A lei dos nós conserva a carga: a corrente total que chega à divisão do circuito é igual à soma das correntes nas ramificações. Em paralelo soma-se corrente, enquanto a tensão entre os mesmos dois nós é comum aos ramos.
Ver 1 pergunta relacionada
2. Blindagem, fase e ruído
O efeito pelicular concentra progressivamente a corrente alternada junto da superfície de um condutor quando a frequência aumenta. A secção efectiva disponível diminui e a resistência em RF pode ser maior do que a resistência em corrente contínua; material, frequência e geometria condicionam o efeito.
Uma gaiola de Faraday é uma envolvente condutora que reduz a entrada ou a saída de campos eléctricos e de ondas electromagnéticas. Uma malha contínua, boas ligações e ausência de aberturas grandes ajudam; um cabo que atravessa a caixa pode voltar a transportar o problema. O coaxial costuma blindar melhor do que uma linha aberta porque o condutor exterior fornece um caminho de retorno e confina melhor o campo, embora a blindagem real tenha perdas e limites.
Ver 2 perguntas relacionadas
Para campo eléctrico, uma definição didáctica da efectividade de blindagem é:
Legenda: \(S_{\mathrm{E}}\): eficácia de blindagem para campo eléctrico (dB); \(E_{\mathrm{i}}\): campo eléctrico incidente (V/m); \(E_{\mathrm{t}}\): campo eléctrico transmitido através da blindagem (V/m); \(\log_{10}\): logaritmo de base 10.
e para campo magnético:
Legenda: \(S_{\mathrm{H}}\): eficácia de blindagem para campo magnético (dB); \(H_{\mathrm{i}}\): intensidade do campo magnético incidente (A/m); \(H_{\mathrm{t}}\): intensidade do campo magnético transmitido (A/m); \(\log_{10}\): logaritmo de base 10.
Materiais condutores ajudam a reflectir campos eléctricos; campos magnéticos de baixa frequência podem exigir material de elevada permeabilidade e uma geometria adequada. Não se deve afirmar que “metal bloqueia tudo”: frequência, espessura, juntas e caminho de retorno importam.
A diferença de fase entre dois sinais sinusoidais pode ser medida com osciloscópio, observando o deslocamento temporal, ou com uma figura de Lissajous no modo X-Y. Sinais em fase têm diferença de 0°; sinais em quadratura têm diferença de 90°. Num resistor ideal, tensão e corrente estão em fase; num condensador ideal, a corrente adianta a tensão; numa bobina ideal, a tensão adianta a corrente.
Ver 3 perguntas relacionadas
O ruído térmico pode ser aproximado por:
Legenda: \(P_{\mathrm{n}}\): potência de ruído térmico disponível (W); \(k\): constante de Boltzmann, \(1,380649 \times 10⁻²³ J/K\); \(T\): temperatura absoluta (K); \(B\): largura de banda de ruído (Hz).
onde k é a constante de Boltzmann, T é a temperatura absoluta e B é a largura de banda. Reduzir a largura de banda ou a temperatura reduz o ruído ideal integrado, mas pode limitar a informação ou não resolver interferência externa.
Esta expressão descreve a contribuição térmica de uma resistência efectiva. Um componente puramente reactivo ideal armazena e devolve energia, mas não dissipa potência média; num componente real existem perdas resistivas, ESR, resistência do fio e caminhos de fuga. Por isso, ao calcular ruído ou aquecimento, identifica a parte resistiva e a impedância de referência em vez de chamar “ruído térmico” a qualquer tensão medida.
Aplicações e condições a reter
Para a blindagem de campo eléctrico na situação de estudo, uma ligação de baixa impedância à referência ou terra permite escoar correntes induzidas e limitar a tensão da blindagem. A impedância da ligação inclui efeitos de frequência e geometria, não apenas resistência DC. Não concluir que qualquer caixa RF só funciona ligada à terra de protecção: a continuidade da envolvente e a referência do circuito também contam.
A eficácia de blindagem de campo mede-se por uma razão de amplitudes: \(S_{\mathrm{E}}=20\log_{10}(E_{\mathrm{i}}/E_{\mathrm{t}})\) ou \(S_{\mathrm{H}}=20\log_{10}(H_{\mathrm{i}}/H_{\mathrm{t}})\). Aqui \(S_{\mathrm{E}}\) e \(S_{\mathrm{H}}\) são atenuações em dB; \(E_{\mathrm{i}}\) e \(E_{\mathrm{t}}\) são os campos eléctricos incidente e transmitido (V/m); \(H_{\mathrm{i}}\) e \(H_{\mathrm{t}}\) são os campos magnéticos incidente e transmitido (A/m). O índice i significa incidente e t transmitido; usar a mesma unidade no numerador e denominador. Uma redução do campo para um décimo corresponde a 20 dB, não 10 dB.
Ver 3 perguntas relacionadas
- Pergunta 8 — Qual das expressões define a efetividade da blindagem (S) para campos elétricos (sendo Ei a intensidade do campo elétrico incidente e Et a intensidade do campo elétrico transmitido através da blindagem)?
- Pergunta 300 — A efectividade da blindagem S é definida para campos eléctricos de acordo com a seguinte expressão (sendo _i_ a intensidade do campo eléctrico incidente e _t_ a intensidade do campo eléctrico transmitido através da blindagem)
- Pergunta 301 — A efectividade da blindagem S é definida para campos magnéticos de acordo com a seguinte expressão (sendo _i_ a intensidade do campo magnético incidente e _t_ a intensidade do campo magnético transmitido através da blindagem)
Na blindagem electromagnética existem contribuição por reflexão e contribuição por absorção no material. A importância relativa muda com a frequência, condutividade, permeabilidade, espessura e geometria; uma blindagem eficaz para campo eléctrico pode não ser eficaz para campo magnético de baixa frequência.
Ver 2 perguntas relacionadas
Alumínio e aço são materiais usados em blindagens de campo eléctrico por serem condutores. A continuidade das juntas e as aberturas são decisivas. Para campo magnético de baixa frequência, a permeabilidade e o circuito magnético também importam; escolher o material apenas pela condutividade é insuficiente.
Ver 2 perguntas relacionadas
Em modo XY, um osciloscópio aplica um sinal à deflexão horizontal e outro à vertical, formando figuras de Lissajous. Com sinusóides da mesma frequência, a forma depende da diferença de fase e das amplitudes e pode ajudar a medir o desfasamento. Frequências diferentes produzem outros padrões; confirmar as escalas e o modo antes de interpretar a figura.
Ver 1 pergunta relacionada
O ruído térmico é aleatório. No modelo de potência disponível, \(P_{\mathrm{n}}=kTB\): \(P_{\mathrm{n}}\) é a potência de ruído (W), \(k\) a constante de Boltzmann \((1,380649 \times 10⁻²³ J/K)\), \(T\) a temperatura efectiva de ruído (K) e \(B\) a largura de banda de ruído (Hz). A potência cresce proporcionalmente com T e B. Limitar B à banda necessária reduz ruído sem cortar a informação útil; filtragem excessiva também degrada o sinal pretendido.
Ver 4 perguntas relacionadas
O efeito pelicular concentra a corrente alternada de alta frequência numa região mais próxima da superfície do condutor, reduzindo a secção efectiva e aumentando a resistência AC face à resistência DC. A distribuição depende da frequência, material e geometria; também pode haver efeito de proximidade entre condutores.
Ver 1 pergunta relacionada
Uma gaiola de Faraday é uma envolvente condutora que reduz a penetração de campos eléctricos e de ondas electromagnéticas. No coaxial, o condutor exterior fornece blindagem e retorno, normalmente superiores aos de uma linha aberta. A eficácia depende da continuidade, juntas, aberturas, frequência e terminações; a blindagem real não é perfeita.
Ver 1 pergunta relacionada
A ionosfera pode impedir que certas frequências atravessem para o espaço ao refractá-las de volta à Terra. É selectiva em frequência e depende da ionização e do ângulo; a descrição escolar «blindagem à volta da Terra» não representa uma gaiola metálica nem uma barreira a todas as ondas electromagnéticas.
Ver 1 pergunta relacionada
A eficácia de blindagem magnética compara o campo incidente \(H_{\mathrm{i}}\) com o transmitido \(H_{\mathrm{t}}\). Para amplitudes de campo usa-se \(S = 20\log_{10}(H_{\mathrm{i}}/H_{\mathrm{t}})\), em dB; 10 log10 aplica-se directamente a razões de potência.
Ver 1 pergunta relacionada
O ruído térmico associa-se à dissipação na parte resistiva, real, da impedância. No modelo ideal, uma reactância pura não gera ruído térmico por dissipação. A temperatura e a largura de banda condicionam o ruído observado.
Ver 1 pergunta relacionada
Dois sinais sinusoidais estão em oposição de fase quando o desfasamento entre eles é de 180°. Em quadratura, o desfasamento é de 90°; são condições diferentes.
Ver 1 pergunta relacionada
Blindagem de cabo e envolvente fechada
A ligação de uma blindagem de cabo à referência do circuito por baixa impedância reduz o acoplamento de interferência eléctrica. Esta regra de instalação não significa que toda a blindagem exija ligação à terra física: uma envolvente condutora fechada pode proteger o seu interior de um campo eléctrico externo mesmo isolada da terra. É necessário distinguir referência de sinal, chassis e terra de protecção; a função de blindagem não autoriza retirar uma ligação de segurança.
Ver 1 pergunta relacionada
A pergunta cat1-7 usa «só é eficiente» como regra geral. A resposta histórica deve ser lida no contexto de blindagem de cabos, com esta ressalva. Fontes de apoio: Dataforth — blindagem de cabos e Universidade de Iowa — demonstração da gaiola de Faraday.
3. Reactância, impedância e fase
Resistência é a oposição dissipativa à corrente. Reactância é a oposição associada a armazenamento e devolução de energia em campos eléctricos ou magnéticos. A unidade de ambas é o ohm (\(Ω\)), mas não representam exactamente o mesmo fenómeno.
Ver 2 perguntas relacionadas
Para um condensador ideal:
Legenda: \(X_{\mathrm{C}}\): reactância capacitiva (Ω); \(f\): frequência (Hz); \(C\): capacidade (F); \(π\): constante pi (aproximadamente 3,1416).
Ao aumentar a frequência ou a capacidade, a reactância capacitiva diminui. Num condensador ideal, a corrente está adiantada relativamente à tensão em 90°.
Num condensador plano, uma aproximação é \(C = \varepsilon A/d\): aumentar a área A ou a permitividade ε aumenta a capacidade; aumentar a distância d diminui-a. Em RF, ESR, ESL e capacidade parasita fazem com que o componente deixe de ser ideal.
Ver 4 perguntas relacionadas
- Pergunta 329 — Num condensador plano constituído por duas superfícies metálicas, separadas por um isolante, a sua capacidade aumenta quando
- Pergunta 330 — Num condensador plano constituído por duas superfícies metálicas, separadas por um isolante, a sua capacidade aumenta quando
- Pergunta 331 — Num condensador plano constituído por duas superfícies metálicas, separadas por um isolante, a sua capacidade aumenta quando
- Pergunta 332 — Num condensador plano constituído por duas superfícies metálicas, separadas por um isolante, a sua capacidade aumenta quando
Legenda: \(C\): capacidade do condensador (F); \(ε\): permitividade absoluta do dieléctrico (F/m); \(A\): área de sobreposição das placas (m²); \(d\): separação entre placas (m). Aqui \(A\) representa área, distinta do símbolo da unidade ampere.
Um modelo simples de um condensador real combina um condensador ideal com uma resistência série equivalente e uma indutância parasita. A capacidade entre espiras de uma bobina manifesta-se mais a frequências altas e pode criar uma auto-ressonância; acima dela, o componente deixa de se comportar como uma bobina ideal.
Para uma bobina ideal:
Legenda: \(X_{\mathrm{L}}\): reactância indutiva (Ω); \(f\): frequência (Hz); \(L\): auto-indução (H); \(π\): constante pi (aproximadamente 3,1416).
Ao aumentar a frequência ou a indutância, a reactância indutiva aumenta. Numa bobina ideal, a tensão está adiantada relativamente à corrente em 90°. Dois sinais com diferença de fase de 90° estão em quadratura.
Ver 1 pergunta relacionada
“Quadratura” descreve uma diferença de fase de 90°, não apenas um componente indutivo. Pode surgir entre tensão e corrente numa bobina ideal (a tensão adianta) ou num condensador ideal (a corrente adianta), e também entre dois sinais medidos. A frase “circuito em quadratura” precisa de dizer quais são as grandezas e qual a referência.
A impedância combina a parte resistiva e a parte reactiva. Numa ressonância ideal, \(X_{\mathrm{L}}\) e \(X_{\mathrm{C}}\) têm o mesmo módulo e sinais opostos; a parte reactiva anula-se. Isso não significa que todas as perdas desapareçam.
Exemplo
Para \(f = 1 MHz = 10⁶ Hz\) e \(C = 100 pF\):
Legenda: \(X_{\mathrm{C}}\): reactância capacitiva (Ω); \(f\): frequência (Hz); \(C\): capacidade (F); \(π\): constante pi (aproximadamente 3,1416).
O resultado é uma reactância, não uma resistência de aquecimento. Em circuitos reais, ESR, ESL e capacidades parasitas alteram o comportamento.
Aplicações e condições a reter
Num elemento puramente reactivo ideal, tensão e corrente estão em quadratura, separadas por 90°. Num condensador a corrente adianta a tensão; numa bobina a corrente atrasa-se. Num resistor ideal estão em fase; o comportamento real inclui perdas e parasitas.
Ver 3 perguntas relacionadas
- Pergunta 16 — Que tipo de circuitos ideais apresentam os sinais de corrente e de tensão em quadratura?
- Pergunta 328 — Qual a relação entre a corrente e a tensão num condensador, sujeito a corrente alternada?
- Pergunta 341 — Qual a relação entre a corrente e a tensão numa bobina, sujeita a corrente alternada?
A reactância capacitiva é \(X_{\mathrm C} = \frac{1}{2\pi f C}\). Mantendo C, aumentar a frequência diminui \(X_{\mathrm{C}}\); mantendo a frequência, diminuir C aumenta \(X_{\mathrm{C}}\). A relação aplica-se ao modelo de condensador ideal.
Ver 3 perguntas relacionadas
A reactância indutiva é \(X_{\mathrm L} = 2\pi f L\), a oposição reactiva de uma bobina ideal à corrente alternada. Mantendo L, aumentar a frequência aumenta \(X_{\mathrm{L}}\); não é a resistência do fio nem uma dissipação média de energia no indutor ideal.
Ver 2 perguntas relacionadas
Condensadores em paralelo somam capacidades: \(C_{\mathrm{eq}} = 5000 + 5000 + 750 = 10 750 pF\). Não se aplica a soma dos inversos, que corresponde à associação em série.
Ver 1 pergunta relacionada
Para dois condensadores ideais em série, a capacidade equivalente é o produto dividido pela soma: \(20 \times 50/(20 + 50) µF\), aproximadamente 14,3 µF. Os parênteses no denominador são essenciais; a capacidade equivalente fica menor que a menor das duas capacidades.
Ver 1 pergunta relacionada
Em série, \(1/C_{\mathrm{eq}} = 1/C₁ + 1/C₂ + 1/C₃\). Para três capacidades iguais de 100 µF, \(C_{\mathrm{eq}} = 100/3 ≈ 33,3 µF\); a capacidade equivalente fica menor do que cada uma delas.
Ver 1 pergunta relacionada
Componentes reais incluem efeitos parasitas. Um condensador pode ser modelado por C ideal, resistência série equivalente e indutância parasita. Uma resistência bobinada também pode apresentar indutância, capaz de deslocar a ressonância de um circuito RF.
Ver 2 perguntas relacionadas
A frequência de ressonância série ideal é \(f_{\mathrm{0}}=1/(2\pi\sqrt{LC})\), com f0 em Hz, L em H, C em F e π a constante pi. Convertendo 0,05 mH para \(5 \times 10⁻⁵ H\) e 40 pF para \(4 \times 10⁻¹¹ F\), obtêm-se aproximadamente 3,56 MHz. A resistência de 22 Ω determina perdas e Q, mas não entra nesta aproximação da frequência. O valor 22,36 MHz resulta de omitir o factor 2π e não é a resposta correcta.
Ver 1 pergunta relacionada
No RLC paralelo ideal, \(f_{\mathrm{0}}=1/(2\pi\sqrt{LC})\), com f0 frequência em Hz, L indutância em H, C capacidade em F e π a constante pi. Para L de \(0,025 mH (2,5 \times 10⁻⁵ H)\) e C de 10 pF (10⁻¹¹ F), obtêm-se cerca de 10,07 MHz. A resistência de 47 Ω condiciona perdas e selectividade, não a frequência ideal calculada apenas de L e C.
Ver 1 pergunta relacionada
Na ressonância de um RLC série ideal, as reactâncias da bobina e do condensador têm módulos iguais e sinais contrários. A impedância de entrada fica igual à resistência série do circuito e tensão e corrente de alimentação ficam em fase. Não confundir este mínimo de impedância série com o máximo típico de um circuito ressonante paralelo.
Ver 1 pergunta relacionada
Para obter uma impedância puramente resistiva, compensa-se a sua componente reactiva com uma reactância de sinal contrário. Um condensador em série pode compensar a reactância indutiva da rede de adaptação gama; compensar reactância não elimina as perdas resistivas.
Ver 3 perguntas relacionadas
Na ressonância ideal de um circuito LC, \(X_{\mathrm{L}} = X_{\mathrm{C}}\) e os efeitos reactivos cancelam-se na impedância ou admitância de entrada, conforme a topologia. Num RLC paralelo ideal, a entrada fica aproximadamente resistiva: tensão e corrente da alimentação estão em fase e a impedância corresponde à resistência do ramo resistivo.
Ver 3 perguntas relacionadas
- Pergunta 93 — Qual a relação de fase entre a corrente e a tensão através de um circuito ressonante em paralelo?
- Pergunta 94 — Em que consiste a ressonância num circuito eléctrico?
- Pergunta 95 — Qual o valor da impedância de um circuito com um resistência, uma bobina e um condensador todos em paralelo, em ressonância?
Reactância é a componente da oposição à corrente alternada associada à capacidade ou indutância. Mede-se em ohms e corresponde a armazenamento e devolução de energia; a resistência descreve a componente dissipativa.
Ver 1 pergunta relacionada
Uma bobina ideal tem impedância jωL: a tensão adianta-se 90° à corrente, ficando ambas em quadratura. Entre as opções apresentadas, corresponde ao circuito puramente indutivo. Um condensador ideal também produz quadratura, com o sentido oposto, mas não é uma opção desta pergunta.
Ver 1 pergunta relacionada
No modelo de placas paralelas, \(C = \varepsilon A/d\): aumentar a área ou a permissividade aumenta a capacidade; aumentar a distância entre as placas diminui-a. O raciocínio pressupõe a geometria e o dieléctrico indicados.
Ver 1 pergunta relacionada
Em RF, a construção de uma resistência também importa: um corte helicoidal num filme resistivo pode introduzir indutância parasita. Na comparação histórica entre uma resistência de composição de carvão sem espiral e uma de filme metálico com corte helicoidal, pretende-se reduzir essa indutância parasita. A preferência por carvão não é universal: existem resistências de filme metálico concebidas para RF, com parasitas reduzidos. A escolha real exige a resposta em frequência e a folha de dados do componente.
Ver 1 pergunta relacionada
4. Bobinas, Q e acoplamento
Num circuito LC ideal:
Legenda: \(f_{\mathrm{0}}\): frequência de ressonância ideal (Hz); \(L\): auto-indução (H); \(C\): capacidade (F); \(π\): constante pi (aproximadamente 3,1416); \(\sqrt{\phantom{x}}\): raiz quadrada.
O factor de qualidade Q compara a energia armazenada com a energia dissipada por ciclo. Um Q elevado costuma significar uma ressonância mais selectiva. Para um circuito ressonante em que a largura de banda a −3 dB é B:
Legenda: \(Q\): factor de qualidade (sem unidade); \(f_{\mathrm{0}}\): frequência central/de ressonância; \(B\): largura de banda entre os pontos de −3 dB. Usar a mesma unidade de frequência nas duas, por exemplo Hz.
Uma bobina real tem resistência do fio, capacidade entre espiras e perdas no núcleo. A capacidade parasita pode criar uma auto-ressonância; acima dela, o componente deixa de se comportar como uma bobina ideal.
Uma resistência bobinada pode introduzir indutância parasita e deixar de ser uma resistência pura em RF. A permeabilidade do núcleo é uma das propriedades que determina a indutância; um toróide reduz fluxo disperso e acoplamento, mas o núcleo pode saturar.
Os toróides concentram grande parte do campo no núcleo e reduzem o fluxo disperso. Ferrite e ferro pulverizado não são sinónimos: o ferro pulverizado tem normalmente uma folga distribuída e pode oferecer boa estabilidade térmica; a ferrite tem geralmente maior permeabilidade e permite obter a mesma indutância com menos espiras. A permeabilidade, as perdas, a estabilidade térmica e a frequência de trabalho determinam a escolha. Não se escolhe o núcleo apenas pela maior indutância.
Ver 3 perguntas relacionadas
- Pergunta 36 — Que razão importante existe para que numa bobina se usem toróides de ferro pulverizado em vez de toróides de ferrite?
- Pergunta 343 — Que razão importante existe para que numa bobina se usem toróides de ferro pulverizado em vez de toróides de ferrite?
- Pergunta 345 — Que razão existe para que numa bobina se usem toróides de ferrite em vez de toróides de ferro pulverizado?
Para reduzir a indutância mútua indesejada entre duas bobinas, coloca-se normalmente o eixo de uma perpendicular ao eixo da outra e aumenta-se a distância quando possível. Para aumentar o acoplamento, faz-se o contrário, respeitando isolamento e saturação.
Ver 3 perguntas relacionadas
Aplicações e condições a reter
Numa bobina ideal, \(X_{\mathrm{L}}=2\pi fL\): \(X_{\mathrm{L}}\) é a reactância indutiva (Ω), \(f\) a frequência (Hz), \(L\) a indutância (H) e \(\pi\) a constante pi. Aumentar f aumenta a reactância, mantendo L. No modelo série de perdas, \(Q=X_{\mathrm{L}}/R_{\mathrm{s}}\), em que \(Q\) é o factor de qualidade sem unidade e \(R_{\mathrm{s}}\) a resistência parasita (Ω). Para a mesma frequência e indutância, diminuir a resistência aumenta Q; em RF o componente real pode ter auto-ressonância e outras perdas.
Ver 1 pergunta relacionada
No modelo de solenóide longo, \(L\approx\mu N^2A/\ell\): \(L\) é a indutância (H), \(\mu\) a permeabilidade do meio (H/m), \(N\) o número de espiras sem unidade, \(A\) a área da secção (m²) e \(\ell\) o comprimento (m). Mantendo a geometria, aumentar N ou a permeabilidade aumenta L; a dependência aproximada de N é quadrática. Num toróide também contam a permeabilidade e a geometria do núcleo; a fórmula de solenóide não se aplica sem adaptação.
Ver 3 perguntas relacionadas
- Pergunta 40 — O valor do coeficiente de auto-indução de uma bobina cilíndrica é tanto maior quanto
- Pergunta 41 — O valor do coeficiente de auto-indução de uma bobina cilíndrica depende, entre outros fatores,
- Pergunta 342 — Que propriedade de material determina a indutância de um indutor toroidal com uma bobina de 10 espiras?
Para três bobinas ideais iguais de 10 mH em paralelo, com acoplamento mútuo desprezável, a indutância equivalente é \(10/3 mH\), aproximadamente 3,33 mH. Em paralelo somam-se os inversos das indutâncias; em série somam-se as indutâncias. O acoplamento entre enrolamentos altera estas regras simples.
Ver 1 pergunta relacionada
Para bobinas ideais em série com acoplamento mútuo desprezável, as indutâncias somam-se: \(L_{\mathrm{eq}} = L₁ + L₂\). Assim, \(20 mH + 50 mH = 70 mH\); se houver acoplamento, o sentido dos enrolamentos e a indutância mútua alteram a soma.
Ver 2 perguntas relacionadas
A capacidade parasita entre espiras torna-se relevante em frequências altas e, juntamente com a indutância, cria uma auto-ressonância. Perto ou acima dela, a bobina deixa de se comportar como o indutor ideal previsto pela fórmula \(X_{\mathrm L} = 2\pi f L\).
Ver 2 perguntas relacionadas
Um núcleo toroidal de ferrite pode aumentar a indutância, concentrar grande parte do fluxo no núcleo e ser escolhido para a gama de frequências pretendida. Estas vantagens dependem do material e do funcionamento abaixo dos limites de perdas e saturação; por isso as propriedades enumeradas podem ser válidas conjuntamente.
Ver 1 pergunta relacionada
Um núcleo toroidal contém grande parte do fluxo magnético no seu material, reduzindo o campo disperso e o acoplamento com componentes próximos. O confinamento não é perfeito e depende do núcleo e enrolamento; também existem limites de saturação e perdas.
Ver 1 pergunta relacionada
A introdução de um núcleo magnético com maior permeabilidade aumenta a indutância, mantendo a geometria e o número de espiras. A permeabilidade efectiva depende do material, do entreferro, da frequência e da saturação.
Ver 1 pergunta relacionada
5. Transformadores e adaptação de impedâncias
Num transformador ideal, a potência de entrada e a potência de saída são iguais, descontando perdas no modelo real. A relação de tensões acompanha a relação de espiras:
Ver 1 pergunta relacionada
Legenda: \(V_{\mathrm{p}}\) e \(V_{\mathrm{s}}\): tensões eficazes no primário e secundário (V); \(N_{\mathrm{p}}\) e \(N_{\mathrm{s}}\): números de espiras do primário e secundário (sem unidade). \(I_{\mathrm{p}}\) e \(I_{\mathrm{s}}\): correntes eficazes no primário e secundário (A).
Um transformador não funciona como esperado com corrente contínua constante: precisa de fluxo variável. O primário recebe normalmente a fonte e a tensão no secundário aparece por indução mútua.
Ver 2 perguntas relacionadas
Para adaptar impedâncias:
Legenda: \(Z_{\mathrm{p}}\) e \(Z_{\mathrm{s}}\): impedâncias vistas no primário e secundário (Ω); \(N_{\mathrm{p}}\) e \(N_{\mathrm{s}}\): números de espiras dos respectivos enrolamentos (sem unidade).
Se a impedância que alimenta o primário for maior do que a impedância pretendida no secundário, a relação de espiras deve ser escolhida a partir desta equação, e não por memorização de “mais espiras” ou “menos espiras”.
Exemplo
Um transformador tem \(N_{\mathrm{p}} = 2250\) espiras, \(N_{\mathrm{s}} = 500\) e \(V_{\mathrm{p}} = 120 V\):
Legenda: \(V_{\mathrm{s}}\): tensão eficaz no secundário (V); \(120 V\): tensão eficaz aplicada ao primário; \(500\) e \(2250\): números de espiras no secundário e primário, respectivamente.
O circuito de step-start limita a corrente inicial e permite que os condensadores de filtragem de uma fonte de alta tensão carreguem gradualmente. Uma resistência de drenagem descarrega a energia armazenada depois de desligar, mas não substitui a verificação com instrumento e o procedimento de segurança.
Um snubber RC colocado sobre um interruptor, enrolamento ou secundário de transformador limita a rapidez e a amplitude de um transitório. Um varístor, TVS ou outro supressor pode cumprir uma função semelhante em outra faixa de energia. A posição, a tensão de trabalho, a corrente de impulso e a dissipação devem ser dimensionadas; um condensador colocado ao acaso não é uma protecção de rede nem substitui isolamento, fusível ou procedimento de descarga.
Aplicações e condições a reter
A corrente alternada do primário cria fluxo magnético variável que liga os dois enrolamentos. Esse acoplamento, chamado indutância mútua, induz tensão no secundário; a transferência não exige uma ligação condutora entre os enrolamentos.
Ver 2 perguntas relacionadas
- Pergunta 44 — Qual razão para a existência de tensão no secundário de um transformador quando está ligada uma fonte de tensão alternada ao primário do transformador?
- Pergunta 348 — Qual motivo para a existência de tensão no secundário de um transformador quando está ligada uma fonte de tensão alternada no primário do transformador?
O step-start limita a corrente inicial enquanto os condensadores de filtragem se carregam. Depois da fase de arranque, a limitação pode ser retirada pela configuração prevista; o objectivo é reduzir o pico de corrente, não tornar segura uma fonte de alta tensão.
Ver 1 pergunta relacionada
No transformador ideal, as correntes são inversamente proporcionais às espiras: \(I_{\mathrm{s}}/I_{\mathrm{p}} = N_{\mathrm{p}}/N_{\mathrm{s}}\). Com 100 espiras no primário, 1000 no secundário e \(I_{\mathrm{p}} = 10 A\), \(I_{\mathrm{s}} = 10 \times 100/1000 = 1 A\). A aproximação despreza perdas e corrente magnetizante.
Ver 2 perguntas relacionadas
- Pergunta 46 — O primário de um transformador com 100 espiras é percorrido por uma corrente de 10 A. Qual será a corrente no secundário do transformador se este tiver 1000 espiras?
- Pergunta 021 · exame — O primário de um transformador com 1000 espiras é percorrido por uma corrente de 5 A. Qual será a corrente no secundário do transformador se este tiver 500 espiras?
Num transformador ideal, \(V_{\mathrm{s}}/V_{\mathrm{p}}=N_{\mathrm{s}}/N_{\mathrm{p}}\). Para \(V_{\mathrm{p}}=120\,V\), \(N_{\mathrm{p}}=2250\) espiras e \(N_{\mathrm{s}}=500\) espiras, \(V_{\mathrm{s}}=120\times500/2250\approx26,7\,V\). Vp e Vs são tensões alternadas medidas pelo mesmo critério; Np e Ns são os números de espiras do primário e secundário. A tensão é reduzida e a frequência mantém-se.
Ver 2 perguntas relacionadas
- Pergunta 47 — Qual é a tensão no secundário de 500 espiras de um transformador se o primário de 2250 espiras do transformador tiver uma tensão alternada de 120 V?
- Pergunta 351 — Qual é a tensão no secundário de 500 espiras de um transformador se o primário de 2250 espiras do transformador tiver uma tensão de 120 VAC?
No transformador ideal do exemplo, a tensão secundária é a tensão primária multiplicada pela razão secundário/primário de espiras. Com 100 V e \(200/1000\), obtêm-se 20 V alternados. Identificar os dois lados e usar o mesmo critério de tensão antes de aplicar a proporção.
Ver 1 pergunta relacionada
Num transformador ideal de adaptação, a razão das impedâncias corresponde ao quadrado da razão de espiras. Para ligar uma saída de 15 Ω a uma entrada de 50 Ω, o secundário precisa de mais espiras do que o primário; a razão secundário/primário é a raiz de \(50/15\), aproximadamente 1,83. Identificar primeiro qual o lado ligado à fonte evita inverter a razão.
Um transformador pode converter a impedância vista pela fonte: \(Z_{\mathrm{p}}/Z_{\mathrm{s}} = (N_{\mathrm{p}}/N_{\mathrm{s}})²\) no modelo ideal. A adaptação procura a transferência de potência apropriada, mantendo separadas adaptação, eficiência e perdas reais.
Ver 1 pergunta relacionada
Ao saturar, o núcleo perde o comportamento aproximadamente linear e a corrente magnetizante pode crescer e deformar-se. Isso produz distorção e harmónicos; a relação ideal de espiras não justifica operar um transformador fora dos seus limites.
Ver 1 pergunta relacionada
Mesmo sem carga no secundário, o primário precisa de corrente para estabelecer o fluxo alternado no núcleo. Essa componente chama-se corrente de magnetização; num transformador real existem também perdas em vazio.
Ver 1 pergunta relacionada
O condensador associado ao secundário pode reduzir sobretensões transitórias e oscilações resultantes das indutâncias parasitas e da comutação. Não substitui a análise de um snubber nem serve, por si só, para regular a tensão de saída.
Ver 1 pergunta relacionada
6. Díodos e semicondutores
- Um díodo conduz principalmente no sentido directo e bloqueia no sentido inverso até aos limites especificados.
- Um varicap usa a capacidade da junção em polarização inversa; a capacidade varia com a tensão e pode ser usada para sintonia.
- Um Zener é usado na região de ruptura controlada para referência ou limitação, dentro da corrente e potência previstas.
- Um LED emite luz quando polarizado directamente dentro dos limites do fabricante.
- Um Schottky tem uma junção metal-semicondutor, pequena carga armazenada e comutação rápida; a aplicação concreta deve confirmar tensão inversa, corrente, capacidade e perdas.
- Um optoacoplador pode combinar um LED com um fototransístor, transmitindo informação por luz e mantendo isolamento galvânico.
Ver 1 pergunta relacionada
LEDs podem formar os segmentos de um display de sete segmentos. Num díodo de germânio, a corrente de fuga é a corrente que passa quando a junção está polarizada inversamente; é uma corrente pequena, mas normalmente maior do que num díodo de silício comparável.
Ver 1 pergunta relacionada
Em rectificadores, as grandezas críticas incluem a tensão de pico inversa e a corrente directa média. Um díodo não deve ser escolhido apenas pela tensão nominal da fonte, porque picos, carga, frequência, dissipação e configuração do rectificador também contam.
Ver 1 pergunta relacionada
Aplicações e condições a reter
Num díodo, há polarização inversa quando o cátodo está a potencial mais positivo do que o ânodo. A junção bloqueia a condução directa, conservando uma corrente de fuga e limites de tensão inversa próprios.
Ver 1 pergunta relacionada
Um LED emite luz quando está em condução directa, com o ânodo positivo relativamente ao cátodo. É necessário limitar a corrente; a polarização inversa não é o regime usado para o iluminar.
Ver 2 perguntas relacionadas
A corrente de fuga é a corrente que ainda passa num díodo polarizado inversamente, antes da ruptura. Num díodo de germânio pode ser apreciável e aumenta com a temperatura. Distingue-se da corrente directa e da forte corrente de ruptura; «bloqueio» de um díodo real não significa corrente exactamente nula.
Ver 1 pergunta relacionada
Num caminho em série, as quedas de tensão nos dois díodos em condução directa somam-se. Para dois díodos semelhantes e à mesma corrente, a queda total é aproximadamente o dobro da de um deles; o valor real varia com corrente e temperatura.
Ver 1 pergunta relacionada
Um díodo Zener pode fornecer a referência de tensão de um regulador linear, mantendo tensão aproximadamente constante na região de ruptura inversa. O restante circuito limita a corrente e controla a saída; o Zener não mantém a tensão constante independentemente de qualquer carga, entrada ou temperatura.
Ver 1 pergunta relacionada
Um rectificador deve suportar a tensão de pico inversa durante o bloqueio e a corrente directa média durante a condução. Além desses dois limites pedidos, um projecto real verifica também picos de corrente, dissipação e temperatura.
Ver 1 pergunta relacionada
Um Schottky tem uma junção metal–semicondutor e comutação rápida, com menor armazenamento de carga do que um díodo PN comum. A capacidade e os restantes limites devem ser comparados na ficha técnica do dispositivo; a vantagem não se explica pela corrente de fuga de um díodo de germânio.
Ver 2 perguntas relacionadas
Díodos em paralelo podem repartir mal a corrente porque pequenas diferenças de queda directa se ampliam com o aquecimento. Uma resistência em série com cada díodo ajuda a equilibrar as correntes, à custa de queda de tensão e dissipação adicionais.
Ver 1 pergunta relacionada
7. Transístores, MOSFET e lógica
Num transístor bipolar, os terminais são emissor, base e colector. O beta (\(β\)) relaciona, no modelo simples, a corrente de colector com a corrente de base:
Legenda: \(β\): ganho de corrente do transístor (sem unidade); \(I_{\mathrm{C}}\): corrente de colector (A); \(I_{\mathrm{B}}\): corrente de base (A), no mesmo ponto de funcionamento.
Num MOSFET, os terminais são porta, dreno e fonte. A porta fica separada do canal por uma camada isolante fina, o que explica a impedância de entrada elevada e também a sensibilidade a descargas electrostáticas. Alguns dispositivos têm protecção Zener na porta, mas a protecção deve continuar a ser respeitada.
Ver 1 pergunta relacionada
Num amplificador de emissor comum polarizado para funcionamento linear, a tensão de saída no colector está normalmente invertida em relação à entrada. O ganho de tensão pode ser superior a um, mas depende da carga, da polarização e da degeneração no emissor. A impedância de entrada não é universalmente alta: depende do transístor e das resistências do circuito.
Uma montagem em emissor comum fornece ganho de tensão; um seguidor de emissor, ou colector comum, oferece tipicamente alta impedância de entrada e baixa impedância de saída. CMOS costuma consumir menos potência estática do que TTL, mas nenhuma família é “sempre melhor”: velocidade, níveis lógicos, alimentação e imunidade devem ser compatíveis.
Ver 2 perguntas relacionadas
Uma grelha de blindagem num tubo de vácuo reduz a capacidade efectiva e o acoplamento entre a grelha de controlo e a placa, ajudando a melhorar o funcionamento em frequência mais elevada.
Ver 1 pergunta relacionada
Aplicações e condições a reter
A porta de um MOSFET está isolada do canal por uma camada fina sensível a sobretensões. A protecção por Zener limita a tensão porta–fonte para reduzir o risco de perfuração do isolamento, sem dispensar precauções contra descargas electrostáticas.
Ver 1 pergunta relacionada
Para uma junção base–emissor de silício em condução directa, uma leitura típica é cerca de 0,6 a 0,7 V. A interpretação exige conhecer a polaridade, a polarização e o circuito: esse valor isolado não prova que todo o transístor funciona correctamente.
Ver 1 pergunta relacionada
No modelo simples de um BJT, \(β = I_{\mathrm{C}}/I_{\mathrm{B}}\) relaciona a corrente de colector com a corrente de base. É um ganho de corrente dependente do ponto de funcionamento e do dispositivo, não um ganho de tensão fixo.
Ver 1 pergunta relacionada
CMOS significa Complementary Metal-Oxide Semiconductor: usa dispositivos MOS complementares. O nome descreve a tecnologia; o baixo consumo estático típico não significa consumo nulo em comutação.
Ver 1 pergunta relacionada
A entrada de um FET tem normalmente elevada impedância DC, porque a porta controla o canal sem exigir a corrente de base de um BJT. No MOSFET, o isolamento da porta é central para esse comportamento; os dois dispositivos não têm a mesma impedância de entrada.
Ver 1 pergunta relacionada
No emissor comum, o emissor é o ponto comum de referência em AC. A entrada é entre base e emissor e a saída entre colector e emissor; não se trata da cadeia de modulação de um emissor de rádio.
Ver 1 pergunta relacionada
O seguidor de emissor, ou colector comum, apresenta ganho de tensão próximo de um, impedância de entrada elevada e impedância de saída baixa, nas condições usuais. O ganho de corrente pode ser elevado; não é ele que se considera unitário. É útil para isolar uma fonte de sinal da carga, respeitando corrente, polarização e excursão disponíveis.
Ver 1 pergunta relacionada
A grelha de blindagem num tubo de vácuo reduz a capacidade e o acoplamento entre a grelha de controlo e a placa (ânodo). Ajuda a melhorar o comportamento em RF, mas não substitui a grelha de controlo nem elimina todas as capacidades parasitas.
Ver 1 pergunta relacionada
Os terminais de um MOSFET são porta, dreno e fonte. Não são base, colector e emissor, que pertencem ao transístor bipolar.
Ver 1 pergunta relacionada
Entre as opções, o FET é o dispositivo activo apropriado à amplificação RF em UHF ou SHF, desde que escolhido para a frequência e potência. Um varicap controla capacidade; SCR e triac destinam-se sobretudo à comutação e controlo de potência, não a esta amplificação RF.
Ver 1 pergunta relacionada
Num amplificador de emissor comum típico, com polarização e carga adequadas, a saída inverte a fase e pode apresentar ganho de tensão superior a um. A impedância de entrada depende da polarização e do circuito: não é universalmente alta. A opção «todas» descreve o caso didáctico esperado, com estas condições.
Ver 1 pergunta relacionada
Siglas e abreviaturas usadas neste módulo
Cada entrada apresenta a expressão original, a língua e o significado em português neste contexto.
- AC — Alternating Current (inglês): corrente alternada.
- AM — Amplitude Modulation (inglês): modulação de amplitude.
- BJT — Bipolar Junction Transistor (inglês): transístor bipolar de junção.
- CMOS — Complementary Metal-Oxide-Semiconductor (inglês): tecnologia MOS complementar.
- DC — Direct Current (inglês): corrente contínua.
- DIAC — Diode for Alternating Current (inglês): díodo para corrente alternada; dispositivo bidireccional de disparo.
- EMC — Electromagnetic Compatibility (inglês): compatibilidade electromagnética.
- ESL — Equivalent Series Inductance (inglês): indutância série equivalente.
- ESR — Equivalent Series Resistance (inglês): resistência série equivalente.
- FET — Field-Effect Transistor (inglês): transístor de efeito de campo.
- FI — frequência intermédia (português): equivalente à sigla inglesa IF.
- FM — Frequency Modulation (inglês): modulação de frequência.
- IEC — International Electrotechnical Commission (inglês): Comissão Electrotécnica Internacional.
- IN — Input (inglês): entrada; abreviatura usada nos esquemas.
- LED — Light-Emitting Diode (inglês): díodo emissor de luz.
- MOS — Metal-Oxide-Semiconductor (inglês): metal–óxido–semicondutor.
- MOSFET — Metal-Oxide-Semiconductor Field-Effect Transistor (inglês): transístor de efeito de campo de metal–óxido–semicondutor.
- NIST — National Institute of Standards and Technology (inglês): instituto nacional de normas e tecnologia dos Estados Unidos.
- NPN — n–p–n (convenção de semicondutores): sequência das regiões de tipo n, p e n; não é uma sigla de palavras inglesas.
- OUT — Output (inglês): saída; abreviatura usada nos esquemas.
- PNP — p–n–p (convenção de semicondutores): sequência das regiões de tipo p, n e p; não é uma sigla de palavras inglesas.
- RF — Radio Frequency (inglês): radiofrequência.
- SCR — Silicon-Controlled Rectifier (inglês): rectificador controlado de silício; um tipo de tirístor.
- SHF — Super High Frequency (inglês): frequência superalta.
- SI — Système international d’unités (francês): Sistema Internacional de Unidades.
- SSB — Single Sideband (inglês): banda lateral única.
- TRIAC — Triode for Alternating Current (inglês): tríodo para corrente alternada; interruptor bidireccional controlado.
- TTL — Transistor-Transistor Logic (inglês): lógica transístor–transístor.
- TVS — Transient Voltage Suppressor (inglês): supressor de sobretensões transitórias.
- UHF — Ultra High Frequency (inglês): frequência ultra-alta.
Os códigos Q são grupos convencionais com significados definidos, não iniciais de palavras. As letras de componentes (R, L, C) representam resistência, indutância e capacidade; números como R1 ou C2 identificam componentes.
Referências terminológicas: abreviaturas da ARRL e glossário de electrónica da Analog Devices.
8. Fontes de alimentação e amplificadores
Uma fonte linear regula a tensão dissipando a diferença de tensão no elemento de controlo. É simples e pode ter baixo ruído, mas dissipa mais calor. Uma fonte comutada trabalha a frequência mais elevada e controla o ciclo de trabalho; pode ser mais pequena e eficiente, mas exige filtragem e pode gerar mais ruído electromagnético.
Na fonte clássica:
- o transformador adapta a tensão e fornece isolamento quando previsto;
- o rectificador converte a corrente alternada em pulsante;
- o condensador electrolítico reduz a ondulação;
- o regulador estabiliza a saída;
- a resistência de drenagem descarrega energia armazenada.
Um condensador de filtragem não é uma garantia de tensão perfeita. A ondulação depende da corrente, da frequência de rectificação, da capacidade, da resistência série equivalente e da carga.
As classes de amplificação descrevem a fracção do ciclo em que o dispositivo conduz:
| Classe | Condução ideal | Compromisso principal |
|---|---|---|
| A | todo o ciclo | baixa distorção, menor eficiência |
| B | aproximadamente meio ciclo | eficiência maior, risco de distorção de cruzamento |
| AB | mais de meio ciclo | compromisso entre linearidade e eficiência |
| C | menos de meio ciclo | alta eficiência, forte distorção; adequado a sinais sintonizados |
Um push-pull pode reduzir harmónicos pares, mas a zona morta pode criar distorção de cruzamento. Um amplificador sintonizado selecciona uma banda estreita e não deve ser avaliado como um amplificador áudio de banda larga.
Ver 1 pergunta relacionada
Aplicações e condições a reter
O ciclo de trabalho (duty cycle) é a fracção do tempo em que o emissor está activo. Modos de dados com emissão prolongada podem aquecer o andar final mais do que fonia intermitente à mesma potência de pico. Conhecer esse ciclo permite respeitar os limites contínuos e térmicos do equipamento, reduzindo o risco de dano; não garante segurança para uma carga ou ventilação inadequadas.
Ver 1 pergunta relacionada
Uma fonte comutada pode usar magnetismos menores porque funciona a frequência superior à da rede. Pode também ter boa eficiência por operar os dispositivos principalmente em corte e condução, mas frequência elevada, por si só, não garante eficiência. Isolamento, perdas de comutação, filtragem e temperatura continuam a limitar o projecto.
Ver 1 pergunta relacionada
Um regulador linear varia a condução do elemento de passagem para manter a tensão de saída aproximadamente constante perante alterações de entrada e carga. Precisa de margem de tensão e dissipa a diferença como calor; regulação não significa energia adicional nem tensão constante fora dos limites de corrente, temperatura ou entrada.
Ver 1 pergunta relacionada
A comutação rápida de tensão e corrente pode gerar ruído electromagnético e produtos de alta frequência. Uma fonte comutada exige filtragem e controlo de EMC; a comparação com uma fonte linear não se reduz à dissipação de calor.
Ver 1 pergunta relacionada
A resistência de drenagem fornece um caminho de descarga aos condensadores depois de retirar a alimentação. A descarga leva tempo e pode falhar se um componente estiver avariado; não se deve presumir ausência de tensão sem a verificação prevista.
Ver 1 pergunta relacionada
Condensadores electrolíticos oferecem capacidades elevadas, úteis para reduzir a ondulação depois da rectificação. A escolha deve respeitar polaridade, tensão, corrente de ondulação e temperatura; não se trata apenas do modelo parasita do componente.
Ver 1 pergunta relacionada
Na classe A, o dispositivo activo conduz durante todo o período (360°); na classe B, durante meio período (180°). Na classe C conduz por menos de meio período e pode atingir elevada eficiência com carga sintonizada, mas é não linear. Não usar classe C para amplificar directamente uma envolvente variável que precise de ser preservada.
Ver 4 perguntas relacionadas
Os amplificadores de classe C são conhecidos por sua elevada eficiência, pois conduzem apenas durante uma parte pequena do ciclo de sinal de entrada. No entanto, isso geralmente resulta em operação não linear e necessidade de circuitos de sintonização.
Ver 1 pergunta relacionada
Em um amplificador de classe AB, os transistores conduzem por mais de meio período (180 graus), mas menos do que todo o período. Isso visa a combinar eficiência (comparável à classe B) com menor distorção de cruzamento (crossover distortion) comum em amplificadores de classe B.
Ver 1 pergunta relacionada
Em um amplificador de classe A, os transistores conduzem durante todo o período do sinal de entrada. Isso resulta em alta qualidade de amplificação, mas com baixa eficiência, pois os transistores estão sempre ativos, mesmo quando não há sinal.
Ver 1 pergunta relacionada
Os amplificadores de classe B, também conhecidos como amplificadores "push-pull," possuem uma zona morta no ponto onde a condução alternada dos transistores de saída ocorre, o que pode causar distorção de cruzamento (crossover distortion) quando o sinal muda de polaridade.
Ver 1 pergunta relacionada
O andar final de um emissor de frequência modulada em classe C é dividido, de forma simplificada, em três partes: uma malha de adaptação de entrada, os transístores de amplificação e uma malha de adaptação de saída. A malha de adaptação de entrada ajuda a casar a impedância do estágio anterior com a impedância do amplificador, os transístores de amplificação amplificam o sinal modulado e a malha de adaptação de saída ajuda a casar a impedância do amplificador com a carga de saída.
Ver 1 pergunta relacionada
A classe A favorece baixa distorção quando polarizada e usada dentro da excursão linear, mas tem baixa eficiência. A classe C pode ter elevada eficiência com carga sintonizada, à custa de condução por menos de meio período e forte conteúdo harmónico. A filtragem selecciona a fundamental; não recupera uma envolvente variável que tenha sido deformada por amplificação não linear.
Ver 2 perguntas relacionadas
Numa montagem push-pull simétrica, as contribuições pares dos dois ramos podem cancelar-se, reduzindo as harmónicas pares. Desequilíbrio entre dispositivos, polarização ou transformador deixa resíduos; o cancelamento não dispensa a filtragem de saída.
Ver 1 pergunta relacionada
Na classe AB, cada dispositivo conduz durante mais de metade do período e menos de um período completo: o ângulo de condução fica entre 180° e 360°. A pequena sobreposição reduz a distorção de cruzamento da classe B.
Ver 1 pergunta relacionada
Regulação linear e controlo por impulsos
Num regulador comutado controlado por PWM, o elemento de potência alterna entre condução e corte. A realimentação ajusta o ciclo de trabalho, isto é, a fracção do período em condução, para estabilizar a tensão média após filtragem. Num regulador linear, varia-se continuamente a condução do elemento de passagem, dissipando nele parte da energia. As perguntas 97 e 375 tratam destes dois mecanismos diferentes.
Ver 1 pergunta relacionada
A frequência elevada permite reduzir elementos magnéticos e de filtragem; a eficiência resulta sobretudo das perdas reduzidas nos estados de comutação, e não da frequência elevada por si só. Fonte técnica: Analog Devices — funcionamento dos reguladores.
9. Amplificador operacional e detectores
Um amplificador operacional idealizado é um amplificador diferencial de ganho elevado. A impedância de entrada é muito alta e a de saída é muito baixa. O ganho real varia com a frequência e fica limitado pela largura de banda e pela compensação interna.
Ver 3 perguntas relacionadas
Filtros activos com amplificadores operacionais podem evitar bobinas, oferecer ganho e permitir valores práticos em áudio; exigem alimentação, largura de banda, estabilidade e margem de saída. Num modelo de ganho aberto, o ganho do amplificador operacional diminui quando a frequência aumenta.
Ver 2 perguntas relacionadas
Em uma montagem inversora simples, o módulo do ganho é aproximadamente:
Legenda: \(|A_{\mathrm{v|}}\): módulo do ganho de tensão (sem unidade); \(R_{\mathrm{f}}\): resistência de realimentação (Ω); \(R_{\mathrm{1}}\): resistência de entrada (Ω). O ganho com sinal da montagem inversora é negativo.
Se \(R_{\mathrm{1}} = 1,8 kΩ\) e \(R_{\mathrm{f}} = 68 kΩ\), \(|A_{\mathrm{v}}| ≈ 37,8\), normalmente arredondado para 38. A topologia e os sinais da figura devem ser confirmados antes de escolher a fórmula.
Um detector de envolvente recupera a envolvente de AM. Um detector de produto é mais adequado a sinais como SSB e pode ter melhor comportamento com sobremodulação e relação sinal/ruído. Um discriminador ou detector de FM converte variação de frequência em tensão ou áudio; um detector de envolvente não é o detector correcto para FM.
Ver 2 perguntas relacionadas
Uma rede de de-ênfase no receptor compensa a pré-ênfase usada no emissor de FM. Sem as duas partes coordenadas, a resposta de áudio fica desequilibrada.
Aplicações e condições a reter
O enunciado pede o modelo teoricamente ideal, em que o ganho não depende da frequência. No dispositivo real, o ganho diminui com a frequência e é limitado pela largura de banda e compensação; não se deve usar esse limite real para responder ao modelo ideal.
Ver 2 perguntas relacionadas
Um amplificador operacional é um amplificador diferencial de ganho aberto elevado, normalmente directamente acoplado. No modelo ideal, a impedância de entrada é muito alta e a de saída muito baixa. Com realimentação adequada, os componentes externos determinam o ganho fechado; no dispositivo real, alimentação, largura de banda e estabilidade limitam essa aproximação.
Ver 2 perguntas relacionadas
Um detetor de produto é mais eficaz em sinais sobre-modulados e possui uma melhor relação sinal/ruído do que um detetor de envolvente. Além disso, o detetor de produto é mais simples e possui menos componentes discretos em comparação com o detetor de envolvente.
Ver 1 pergunta relacionada
A detecção de FM requer um discriminador, detector de razão, detector de quadratura ou outra estrutura que converta a variação de frequência em áudio. Um detector de envolvente isolado recupera amplitude e não é o detector apropriado para FM ideal. Um inversor de fase e um detector de produto, isoladamente, também não desempenham essa função; daí a opção «todas erradas» na comparação apresentada.
Ver 1 pergunta relacionada
A detecção de envolvente AM combina rectificação e filtragem do sinal RF. A rede deve retirar a oscilação rápida da portadora e conservar as variações mais lentas da envolvente que transportam o áudio. É desmodulação, não uma conversão de frequência pelo oscilador local.
Ver 1 pergunta relacionada
A de-ênfase compensa a pré-ênfase e restabelece a resposta relativa das frequências de áudio. Há uma imprecisão no enunciado: normalmente a pré-ênfase é aplicada no emissor e a de-ênfase no receptor. A opção histórica aponta à função de compensação, sem tornar correcta a localização descrita.
Ver 1 pergunta relacionada
A detecção, ou desmodulação, recupera a informação transportada por um sinal RF modulado. O detector adequado depende do modo: pode recuperar a envolvente em AM, a variação de frequência em FM ou usar uma referência local para SSB. Não é modulação da portadora nem mera mistura de ruído com o sinal.
Ver 1 pergunta relacionada
10. Como ler os circuitos que se repetem no banco
As figuras não devem ser resolvidas apenas pelo aspecto visual. Primeiro identificam-se alimentação, massa, entrada, saída, componente activo e caminho de realimentação; depois aplica-se a função do bloco.
- Amplificador operacional inversor: se a entrada não inversora está à massa e existe \(R_{\mathrm{1}}\) na entrada e \(R_{\mathrm{F}}\) na realimentação, então \(V_{\mathrm{out}} ≈ −V_{\mathrm{in}} \times R_{\mathrm{F}}/R_{\mathrm{1}}\). Para \(R_{\mathrm{1}} = 1 kΩ\), \(R_{\mathrm{F}} = 10 kΩ\) e \(V_{\mathrm{in}} = 0,23 V\), o módulo da saída ideal é \(2,3 V\). Legenda: \(V_{\mathrm{out}}\): tensão de saída (V); \(V_{\mathrm{in}}\): tensão de entrada (V); \(R_{\mathrm{F}}\): resistência de realimentação (Ω); \(R_{\mathrm{1}}\): resistência de entrada (Ω); o sinal negativo indica inversão de fase na montagem ideal.
- Amplificador de emissor comum:
R1eR2formam a polarização da base;R3é a carga do colector;R4estabiliza a corrente do emissor;C1eC2fazem acoplamento eC3pode fazer bypass de emissor em AC. A leitura exacta depende da ligação desenhada. - Regulador série: um transistor de passagem reduz a tensão de entrada para a saída; um Zener e resistências estabelecem uma referência.
C1filtra a entrada,C3ajuda a filtrar a saída eR2representa a carga. O transistor Q1 não é apenas “um amplificador”: trabalha como elemento de controlo em série. - Detector de envolvente: um díodo rectifica a envolvente e
R1/C1seguem a variação lenta. É adequado, em princípio, à AM e não à FM.Ver 1 pergunta relacionada
- Limitador com amplificador operacional: díodos em sentidos opostos na realimentação limitam a amplitude positiva e negativa. A resistência de realimentação sem os díodos define o ganho numa região; quando um díodo conduz, o ganho efectivo muda.
- Díodos em paralelo: componentes reais não partilham corrente exactamente por causa das diferenças de queda directa e temperatura. Resistências série individuais ajudam a uniformizar a corrente e a impedir que um díodo conduza quase tudo; confirma sempre a dissipação e a margem térmica.
- Leitura de antena: num diagrama polar, o lóbulo principal a
0°é a frente. A relação frente/costas compara o nível na direcção principal com o nível a180°; lê-se na escala do desenho, não se adivinha pelo tamanho do papel. Uma antena isotrópica continua a ser apenas referência teórica. - Símbolo de LED: é o símbolo de díodo com duas setas a sair, indicando luz emitida. A barra do símbolo base identifica o cátodo; a legenda da figura deve ser lida antes de escolher uma opção.
Num condensador plano ideal, \(C = \varepsilon A/d\): a capacidade aumenta com a área e a permitividade e diminui quando as placas ficam mais afastadas. Em RF, a indutância dos terminais, ESR, dieléctrico e geometria tornam a aproximação imperfeita; a tensão nominal e a frequência de trabalho continuam a ser critérios de selecção.
Legenda: \(C\): capacidade (F); \(ε\): permitividade absoluta do dieléctrico (F/m); \(A\): área de sobreposição das placas (m²); \(d\): separação entre placas (m).
Para o circuito inversor com \(R_{\mathrm{1}} = 3,3 kΩ\) e \(R_{\mathrm{F}} = 47 kΩ\), o ganho absoluto ideal é \(47/3,3 ≈ 14,2\). A resposta real fica limitada pela alimentação, saturação, largura de banda e modelo do amplificador operacional.
Ver 1 pergunta relacionada
Na figura original da pergunta cat1-67, a saída com sinal é −2,3 V, pois a entrada chega ao terminal inversor; \(2,3 V\) é apenas o módulo da tensão. Nas perguntas cat1-99 e cat1-100, a figura mostra Q1 em série como elemento regulador, C1 à entrada e C3 à saída. Confirmar a posição evita trocar a função dos dois condensadores.
Aplicações e condições a reter
A entrada chega ao terminal inversor de U1 e o terminal não inversor está à massa. No modelo ideal com realimentação negativa, \(V_{\mathrm{out}} = −V_{\mathrm{in}} \times R_{\mathrm{2}}/R_{\mathrm{1}} = −0,23 \times 10000/1000 = −2,3 V\). A opção histórica +2,3 V omite a inversão do sinal. Figura original: pergunta 67.
Ver 1 pergunta relacionada
Q1 está em série entre a entrada de +25 V e a saída de +12 V. É o transístor de passagem, elemento regulador ou de controlo; R1 e D1 estabelecem a referência de base. Entre as opções, a descrição directa do papel de Q1 é a opção 3. Figura original: pergunta 99.
Ver 1 pergunta relacionada
C1 está ligado entre a linha de entrada de +25 V e a massa, antes de Q1: filtra a tensão de alimentação. O condensador ligado à saída de +12 V é C3. A opção histórica que atribui a C1 a filtragem da saída não corresponde à figura. Figura original: pergunta 100.
Ver 1 pergunta relacionada
No regulador original da pergunta 101, C3 está entre a saída de +12 V e a massa: fornece desacoplamento de alta frequência na saída e ajuda a impedir oscilação própria. C1, na entrada de +25 V, é outro condensador com outra posição. A função depende da ligação desenhada, não apenas da letra C. Figura original: pergunta 101.
Ver 1 pergunta relacionada
No regulador da figura original, R2 fornece uma carga mínima à saída e ao transístor Q1, ajudando a manter o funcionamento previsto mesmo sem a carga externa principal. Não é a resistência que define por si só a referência de tensão nem um curto-circuito da saída. Figura original: pergunta 102.
Ver 1 pergunta relacionada
No esquema original, o amplificador operacional e os díodos D1 e D2 limitam a excursão do sinal, formando um limitador. As resistências e a polaridade dos díodos definem os caminhos e níveis de actuação. O resultado é recorte ou limitação de amplitude, distinto de amplificação linear sem saturação. Figura original: pergunta 154.
Ver 1 pergunta relacionada
Na figura original de símbolos das perguntas 355 e 356, o LED é o símbolo 5: um díodo com duas setas a sair, indicando luz emitida. A barra do díodo identifica o cátodo. A numeração pertence à figura; num fotodíodo as setas apontam para o componente. Figura original: pergunta 355.
Ver 2 perguntas relacionadas
Para o amplificador inversor da figura, o módulo do ganho ideal é \(R₂/R₁\). Com \(R₁ = 1800 Ω\) e \(R₂ = 68 000 Ω\), \(|A_{\mathrm{v}}| = 68 000/1800 ≈ 37,8\), ou aproximadamente 38; o sinal do ganho é negativo, mas o enunciado pede o valor absoluto. Figura original: pergunta 364.
Ver 1 pergunta relacionada
No regulador série da figura da pergunta 17 do exame de 15.10.2026, C2 está em paralelo com o díodo Zener D1. Desacopla a referência, reduzindo as componentes de ruído de D1 que chegariam à base de Q1 e à saída. Não aumenta a tensão contínua do Zener nem fornece, por si só, a polarização DC do transistor. As designações C1, C2 e C3 só têm significado depois de conferir as ligações da figura.
Ver 1 pergunta relacionada
Regulador série: esquema e função dos componentes
| Componente | Função neste circuito |
|---|---|
| Q1 | Transístor NPN de passagem. Elemento de controlo em série entre entrada e saída. O colector recebe a entrada, a base é polarizada pela referência e o emissor alimenta a saída. Fornece a corrente de carga e dissipa em calor a potência associada à queda de tensão. |
| D1 | Díodo Zener de referência. Polarizado inversamente, estabelece a tensão de referência da base de Q1 quando trabalha na região de ruptura prevista. A saída no emissor fica abaixo dessa referência pela queda base–emissor. |
| R1 | Resistência de polarização. Limita a corrente proveniente da entrada. Essa corrente reparte-se entre o Zener D1 e a base de Q1; o dimensionamento deve assegurar corrente de referência e corrente de base suficientes. |
| R2 | Resistência de carga mínima. Mantém algum consumo na saída e corrente em Q1 mesmo sem a carga externa principal. Não é um divisor de realimentação nem fixa, por si só, a tensão de saída. |
| C1 | Condensador de filtragem da entrada. Ligado entre +25 V e a massa, reduz ondulação e perturbações na alimentação que chega ao regulador. |
| C2 | Condensador de desacoplamento da referência. Em paralelo com D1, filtra o ruído e as variações rápidas da referência que poderiam chegar à base de Q1 e à saída. Não aumenta a tensão contínua do Zener. |
| C3 | Condensador de desacoplamento da saída. Ligado entre +12 V e a massa, reduz perturbações de alta frequência e ajuda a evitar oscilações próprias, com valor e montagem adequados. |
| +25 V / +12 V | Entrada / saída. Tensões contínuas indicadas relativamente à massa comum: a entrada alimenta o regulador e a saída alimenta a carga. |
| Massa | Referência comum de 0 V. Representam pontos electricamente comuns e o retorno da corrente. Não indicam, por si só, uma ligação à terra de protecção. |
Como funciona: R1 e D1 estabelecem a referência da base; Q1 fornece à carga uma tensão inferior a essa referência e suporta a diferença entre entrada e saída. C1 actua na entrada, C2 na referência e C3 na saída. É um regulador linear: não há comutação neste esquema.
A figura não fornece valores de resistências, capacidades ou tensão nominal de D1. Por isso, +12 V à saída não significa que D1 seja um Zener de 12 V: é necessário contar com a queda base–emissor. A explicação identifica as funções; não dimensiona os componentes nem garante regulação ou estabilidade para qualquer carga.
A leitura das ligações é a da figura original. Como apoio ao princípio do Zener com seguidor de emissor e à filtragem do ruído da referência, consultar Analog Devices — Zener Diode Regulator e Analog Devices — AN-581. As designações dessas fontes pertencem aos respectivos circuitos.
Amplificadores operacionais inversores: figuras 1 e q35
O que são e para que servem: amplificadores de tensão com realimentação negativa. Escalam o sinal e invertem a sua polaridade; usam-se, por exemplo, no condicionamento de sinais e em estágios de áudio. A alimentação do amplificador operacional não está desenhada, mas é necessária.
| Marcação | O que é e para que serve |
|---|---|
| U1 / triângulo sem referência | Amplificador operacional. Actua sobre a diferença entre as entradas; a realimentação permite obter um ganho definido pelas resistências, dentro dos limites de alimentação e frequência. |
| R1 | Resistência de entrada. Converte a tensão de entrada em corrente no nó inversor e participa na definição do ganho. |
| R2 (fig. 1) / RF (q35) | Resistência de realimentação negativa. Devolve parte da saída à entrada inversora; a sua razão para R1 determina o módulo do ganho ideal. |
| − / + | Entradas inversora e não inversora. Nesta montagem o sinal entra pelo ramo de − e + está à massa. Não são os terminais da alimentação. |
| Vin / terminal esquerdo | Entrada do sinal a amplificar. |
| Vout / terminais direitos | Saída do sinal, medida relativamente à massa. Na q35 o terminal inferior é a referência comum, não uma segunda saída amplificada. |
| Massa | Referência comum. O nó inversor aproxima-se de zero por realimentação: é uma massa virtual, não uma ligação física directa à massa. |
Como ler: a saída varia com sinal oposto ao da entrada. O modelo de ganho ideal só se aplica enquanto o operacional trabalhar em regime linear; a saída não pode ultrapassar os limites impostos pela alimentação real.
Amplificadores de emissor comum: figuras 3 e 7
O que são e para que servem: estágios com um transístor bipolar que amplificam pequenas variações de tensão. A saída é recolhida no colector e, na banda de funcionamento, fica invertida relativamente à entrada. A rede de polarização mantém o ponto de funcionamento contínuo; os condensadores separam esse ponto do sinal alternado.
| Marcação | O que é e para que serve |
|---|---|
| Q1 / transístor sem referência | Transístor bipolar NPN. Pequenas variações na base controlam a corrente de colector e produzem a variação de tensão de saída. |
| R1 e R2 | Divisor resistivo que estabelece a polarização contínua da base. Não amplifica o sinal por si só. |
| R3 na fig. 3 | Resistência de colector. Converte as variações de corrente do transístor em variações de tensão no colector. |
| Resistência superior sem referência na fig. 7 | Resistência de colector, com a mesma função de carga do estágio. A figura não lhe atribui uma designação legível; não a confundir com R3. |
| R4 na fig. 3 / R3 na fig. 7 | Resistência de emissor. Introduz realimentação local e ajuda a estabilizar o ponto de funcionamento contínuo. |
| C1 | Condensador de acoplamento de entrada: deixa passar o sinal alternado na banda prevista e impede que a polarização da base seja imposta à fonte de sinal. |
| C2 | Condensador de acoplamento de saída: retira a componente contínua do colector antes de entregar o sinal ao estágio seguinte. |
| C3 | Condensador de bypass do emissor, em paralelo com a resistência de emissor. Reduz a realimentação para o sinal alternado nas frequências em que a sua impedância é suficientemente baixa; não elimina a estabilização em contínuo. |
| Vcc / + | Alimentação contínua do estágio. |
| Vin / IN; Vout / OUT | Entrada na base através de C1 e saída a partir do colector através de C2. A massa é a referência comum. |
Atenção à numeração: R3 é a resistência de colector na figura 3, mas a resistência de emissor na figura 7. Identifica primeiro a ligação; não transportes a função de uma letra de um esquema para outro.
Detector de envolvente: figura 4
O que é e para que serve: detector simples de AM. Rectifica o sinal RF e acompanha as variações lentas da sua amplitude para recuperar a envolvente, que pode transportar áudio. Não é um detector de FM nem um detector de produto para SSB.
| Marcação | O que é e para que serve |
|---|---|
| D1 | Díodo rectificador. Conduz quando a entrada positiva supera a tensão retida em C1 e a queda directa do díodo, carregando C1 junto aos picos. |
| C1 | Condensador de retenção e filtragem. Guarda carga entre os picos da portadora e reduz a componente RF na saída. |
| R1 | Resistência de carga e descarga. Permite a C1 descarregar quando a envolvente diminui; juntamente com C1 determina a rapidez de acompanhamento. |
| Vin | Entrada do sinal AM modulado. |
| Vout | Envolvente detectada, com componente contínua e variação de áudio. A remoção da componente contínua, se necessária, requer outro estágio não desenhado. |
| Massa | Referência comum e retorno da corrente. |
Como ler: a descarga deve ser suficientemente lenta para não seguir cada ciclo RF, mas suficientemente rápida para acompanhar o áudio. Uma filtragem excessiva distorce a envolvente; filtragem insuficiente deixa ondulação da portadora. A queda do díodo também limita sinais muito pequenos.
Limitador com operacional e díodos: figura 5
O que é e para que serve: amplificador inversor com limitação não linear. Pode reduzir a excursão de amplitude de um sinal. A limitação é feita pelos díodos na realimentação; não é apenas saturação do operacional nos trilhos de alimentação nem um regulador de tensão contínua.
| Marcação | O que é e para que serve |
|---|---|
| U1 / A | Amplificador operacional. Mantém a realimentação do estágio, dentro dos seus limites reais de alimentação, corrente e velocidade. |
| R1 | Resistência de entrada. Limita a corrente para o nó inversor e, com R2, determina o ganho para pequenos sinais. |
| R2 | Resistência de realimentação. Define o ganho linear quando os díodos conduzem pouco. |
| D1 e D2 | Díodos em antiparalelo: conduzem em sentidos opostos. Quando a diferença de tensão entre saída e nó inversor cresce, um deles aumenta a condução e reduz a impedância efectiva da realimentação, comprimindo a amplitude. |
| − / + | Entrada inversora recebe R1 e a realimentação; entrada não inversora está à massa. |
| Vin / Vout | Entrada e saída do sinal; a saída é invertida na região linear e fica comprimida quando os díodos actuam. |
| Massa | Referência comum da entrada não inversora e das tensões de sinal. |
Como ler: pequenos sinais seguem o ganho inversor; para amplitudes maiores um díodo actua em cada polaridade. O nível de limitação depende da característica e da corrente dos díodos e do operacional, não de um valor universal exacto de tensão.
Regulador série: variantes da pergunta 101 e do exame recebido
As duas figuras seguintes pertencem à mesma família do regulador já legendado acima: Q1 é o elemento de passagem, D1 a referência, R1 a polarização, R2 a carga mínima, C1 filtra a entrada, C2 filtra a referência e C3 desacopla a saída. Servem para reduzir e estabilizar uma tensão contínua, dissipando a diferença no transístor.
Consultar a cópia do exame recebida, página 5.
O que distinguir: em cat1-101 procura-se C3, ligado à saída; no exame recebido pergunta-se por C2, ligado à referência Zener. Não atribuir unidades ou valores nominais ausentes da figura nem confundir uma versão rasterizada do mesmo circuito com outra função eléctrica.
Símbolos de semicondutores: figura q25
O que é e para que serve: prancha de identificação de componentes, não um circuito com os oito símbolos ligados entre si. As perguntas cat1-355 e cat1-356 pedem o LED, símbolo 5. A numeração é própria desta imagem e não corresponde a números de terminais.
| Marcação | O que é e para que serve |
|---|---|
| 1 | Varicap ou varactor: díodo usado em polarização inversa como capacidade controlada pela tensão, por exemplo na sintonia de osciladores e filtros. O detalhe de capacidade junto à junção distingue-o do díodo comum. |
| 2 | DIAC: dispositivo bidireccional de disparo, sem terminal de gate. É usado, por exemplo, no disparo de TRIACs quando se atinge a tensão de ruptura prevista. |
| 3 | Díodo Zener: referência ou limitação de tensão na ruptura inversa controlada, com corrente limitada. |
| 4 | Díodo de junção comum: conduz principalmente num sentido, usado em rectificação e comutação dentro dos seus limites. |
| 5 | LED: díodo emissor de luz. As duas setas apontam para fora, indicando luz emitida; precisa de limitação de corrente. Num fotodíodo as setas de luz incidente apontam para o componente. |
| 6 | Díodo Schottky: junção metal–semicondutor, usada em rectificação e comutação rápida; queda directa, fuga e tensão inversa admissível dependem do componente. |
| 7 | Tirístor SCR: rectificador controlado por gate, com condução principal num sentido; pode manter-se ligado até a corrente cair abaixo da corrente de manutenção. |
| 8 | TRIAC: interruptor semicondutor bidireccional controlado por gate, usado no controlo de potência em corrente alternada; não é um simples díodo rectificador. |
A figura é de baixa resolução: a identificação usa o conjunto do símbolo, não a semelhança entre triângulos. Não se deduzem pinagens físicas, tensões ou correntes nominais desta prancha.
Apoio técnico à leitura destes esquemas
As ligações e referências acima pertencem às figuras originais. Para os princípios de funcionamento, consultar Texas Instruments — amplificador inversor, Analog Devices — estágios com um transístor, Analog Devices — aplicações de díodos, Analog Devices — detector de envolvente, American Microsemiconductor — tutoriais de semicondutores e STMicroelectronics — parâmetros de SCR, TRIAC e DIAC. São fontes de apoio técnico, não gabaritos oficiais destas perguntas.
Diagnóstico guiado: o resultado do circuito é impossível
Situação: o cálculo produz uma tensão ou corrente maior que a alimentação, ou um componente aquece mais do que o esperado.
- identifica alimentação, massa, entrada, saída, nó e malha antes de escolher uma fórmula;
- verifica unidades, polaridade, série/paralelo, impedância e fase;
- compara o resultado com a alimentação, dissipação, largura de banda e limites da folha de dados;
- separa erro de modelo ideal, ligação incorrecta, componente inadequado e condição real de funcionamento.
Conclusão: uma fórmula correcta aplicada ao circuito errado continua a produzir uma conclusão errada. O esquema e os limites fazem parte da solução.
Exercícios
Tenta responder antes de abrir a resposta.
1Num nó entram \(1,2 A\) e \(0,8 A\). Qual é a corrente que sai?
pela lei dos nós, \(I_{saída}=I_{\mathrm{1}}+I_{\mathrm{2}}=1,2+0,8=2,0\,\mathrm{A}\).
2Para \(f = 1 MHz\) e \(C = 100 pF\), qual é \(X_{\mathrm{C}}\)?
\(f=1\times 10^6\,\mathrm{Hz}\) e \(C=100\times 10^{-12}\,\mathrm{F}\). Assim, \(X_{\mathrm{C}}=1/(2πfC)=1/(2π\times 10^6\times 100\times 10^{-12})≈1592\,Ω≈1,59\,\mathrm{kΩ}\), arredondado a três algarismos significativos.
3Três condensadores de \(100 µF\) em série dão quanto?
para três valores iguais, \(C_{eq}=C/3=100\,µF/3≈33,3\,µF\), arredondado a uma casa decimal.
4\(N_{\mathrm{p}} = 2250\), \(N_{\mathrm{s}} = 500\) e \(V_{\mathrm{p}} = 120 V\). Qual é \(V_{\mathrm{s}}\)?
\(V_{\mathrm{s}}/V_{\mathrm{p}}=N_{\mathrm{s}}/N_{\mathrm{p}}\); logo, \(V_{\mathrm{s}}=120\times (500/2250)≈26,67\,\mathrm{V}≈26,7\,\mathrm{V}\), arredondado a uma casa decimal.
5Um amplificador classe C é linear para áudio?
Não; é eficiente, mas a condução parcial gera distorção e exige uma rede sintonizada quando usado em RF.
6\(R_{\mathrm{1}} = 1,8 kΩ\) e \(R_{\mathrm{f}} = 68 kΩ\) numa montagem inversora. Qual o módulo do ganho?
\(|A_{\mathrm{v}}|=R_{\mathrm{f}}/R_{\mathrm{1}}=68\,\mathrm{kΩ}/1,8\,\mathrm{kΩ}=37,78≈38\), arredondado ao inteiro; o ganho real pode ser limitado pela alimentação e largura de banda.
7Que equipamento permite observar a relação de fase entre dois sinusóides?
Um osciloscópio; em modo X-Y pode produzir uma figura de Lissajous.
8Se \(E_{\mathrm{i}} = 100 V/m\) e \(E_{\mathrm{t}} = 1 V/m\), qual a efectividade eléctrica idealizada?
\(20 \log_{10}(100) = 40 dB\).
9Na expressão \(P_{\mathrm{n}} = kTB\), o que representa k?
A constante de Boltzmann.
10Num inversor com \(R_{\mathrm{1}} = 3,3 kΩ\) e \(R_{\mathrm{F}} = 47 kΩ\), qual o ganho absoluto ideal?
\(|A_{\mathrm{v}}|=R_{\mathrm{F}}/R_{\mathrm{1}}=47\,\mathrm{kΩ}/3,3\,\mathrm{kΩ}=14,24≈14,2\), arredondado a uma casa decimal.
11O que indica um LED num símbolo?
As setas apontadas para fora indicam emissão de luz.
12Qual a função de C3 na saída de um regulador, em termos gerais?
Ajudar a filtrar a saída e reduzir componentes de variação, respeitando a estabilidade do regulador.
13Um condensador ideal dissipa potência média como uma resistência?
Não; armazena e devolve energia. As perdas térmicas de um condensador real vêm de ESR, fugas e outros elementos parasitas.
14Porque se colocam resistências série individuais em díodos ligados em paralelo?
Para ajudar a repartir a corrente e limitar a concentração num díodo mais condutor.
15O que decide se um circuito está em quadratura?
A diferença de fase entre as grandezas especificadas; a palavra não identifica sozinha uma bobina ou um condensador.
12. Erros frequentes
- chamar à lei dos nós uma terceira lei de Kirchhoff;
- somar resistências quando os componentes estão em paralelo ou somar capacidades quando estão em série;
- usar a relação de tensão de um transformador para calcular corrente sem inverter a relação de espiras;
- tratar um varicap como um díodo rectificador comum;
- assumir que uma porta MOSFET pode ser tocada sem protecção electrostática;
- confundir potência dissipada com potência RF útil;
- afirmar que um detector de envolvente demodula FM;
- assumir que uma blindagem metálica bloqueia igualmente campos eléctricos e magnéticos em todas as frequências;
- confundir diferença de fase com diferença de frequência;
- usar a figura de Lissajous como se fosse um esquema eléctrico;
- reduzir a largura de banda e afirmar que desaparece qualquer interferência;
- copiar o gabarito histórico sem verificar se a opção exprime a definição completa.
Resumo e glossário
- Kirchhoff organiza correntes em nós e tensões em malhas.
- Resistência, reactância e impedância descrevem efeitos diferentes, sobretudo em corrente alternada.
- Fontes, amplificadores, díodos e transístores têm limites reais de tensão, corrente, frequência e dissipação.
- Ganho, fase, filtragem e detecção devem ser ligados ao bloco correcto.
- A folha de dados e a segurança prevalecem sobre o modelo didáctico.
| Termo | Ideia a reter |
|---|---|
| nó | ponto onde correntes se relacionam |
| malha | percurso fechado para a soma de tensões |
| impedância | oposição AC com módulo e fase |
| ganho | relação entre saída e entrada |
| dissipação | potência convertida em calor |
Fontes e versão
- Banco Cat. 1 da fonte histórica — perguntas históricas usadas para a matriz de cobertura, sem copiar enunciados para exercícios próprios;
- Programa de exame — Anexo 1 — circuitos, componentes, fontes, amplificadores, osciladores e medições;
- NIST — SI Units — unidades e prefixos;
- OpenStax — circuitos de corrente alternada — reactância, fase, ressonância e potência;
- OpenStax — dispositivos semicondutores — díodos e transístores;
- IEC 60617 — Graphical Symbols for Diagrams — referência internacional para símbolos electrotécnicos, incluindo díodo geral, varicap e díodo de ruptura;
- Nexperia — Diode Application Handbook — funcionamento e símbolos usuais do díodo Zener;
- Analog Devices — amplificadores operacionais — modelo e limitações de amplificadores operacionais;
- Texas Instruments — fundamentals of MOSFETs — porta isolada, comutação e limites de MOSFET.
- NI — Lissajous patterns — leitura de fase em modo X-Y.
- NIST — Boltzmann constant — valor e unidade da constante de Boltzmann.
Estado: explicação didáctica avançada. Verificado em: 2026-08-24. Os valores são exemplos de estudo; um componente ou circuito real deve ser dimensionado pelas folhas de dados, segurança e condições de funcionamento.
- Vishay — resistências de filme fino para alta frequência — contra-exemplo à preferência universal por carvão.
- Analog Devices AN-581 — condensador de desacoplamento para reduzir ruído gerado pela referência Zener.
Perguntas do exame de 29 de outubro de 2026
O ganho de corrente alfa de um transístor bipolar relaciona a corrente de colector com a corrente de emissor: em contínuo, \(\alpha = I_{\mathrm{C}}/I_{\mathrm{E}}\); para pequenas variações, usa-se a razão \(\Delta I_{\mathrm{C}}/\Delta I_{\mathrm{E}}\). Beta relaciona colector e base. Como \(I_{\mathrm{E}}=I_{\mathrm{C}}+I_{\mathrm{B}}\), alfa e beta não designam o mesmo ganho. Legenda: alfa é adimensional; \(I_{\mathrm{C}}\), \(I_{\mathrm{E}}\) e \(I_{\mathrm{B}}\) são as correntes de colector, emissor e base, em ampere; \(\Delta\) indica uma pequena variação no mesmo ponto de funcionamento.
Ver 1 pergunta relacionada
No amplificador de emissor comum da figura 3, Q1 é o elemento amplificador. R1 e R2 polarizam a base, R3 é a carga de colector, R4 estabiliza o emissor e C3 faz o seu bypass em alternada. O nome Q1 também aparece no regulador série, mas nesse outro esquema Q1 é o elemento de passagem; a ligação determina a função.
Ver 1 pergunta relacionada
Dois sinais sinusoidais estão em fase quando o seu desfasamento é 0°, ou um múltiplo inteiro de 360°. Quadratura corresponde a 90° e oposição de fase a 180°. Não se deve conservar a resposta de uma variante quando muda a relação de fase pedida.