Categoria 1 · estudo avançado
Osciladores, VCO, PLL e estabilidade
Conteúdo editorial de estudo avançado, com conceitos, exemplos, exercícios e fontes para estudo autónomo.
Activar o destaque das passagens revistas que ajudam a responder a 26 perguntas deste módulo. O texto completo continua disponível.
Destaque desligadoGuia para quem começa
Um oscilador cria um sinal periódico sem receber uma onda externa igual à que produz. A ressonância selecciona a frequência; o realimentador sustenta a oscilação; o circuito de controlo pode corrigir ou deslocar essa frequência.
Num PLL, compara-se a fase de uma referência com a fase de um sinal dividido. Captura, bloqueio, largura da malha, ruído de fase e espúrios descrevem comportamentos diferentes e devem ser explicados num diagrama temporal.
Auto-verificação
Compara um oscilador a cristal com um VCO e explica por que um PLL pode seguir uma referência sem ser instantaneamente capaz de seguir qualquer frequência.
Consultar as siglas: expressão original e significado em português.
Mapa de leitura
Lê um oscilador como energia + elemento selectivo + realimentação. Depois compara referências de cristal, VCO e redes LC; só então segue a malha PLL: referência → detector de fase → filtro → VCO → divisor → comparação. Captura, bloqueio, estabilidade, ruído de fase e espúrios são estados ou efeitos distintos da mesma arquitectura.
Vocabulário mínimo
| Termo | Leitura inicial |
|---|---|
| realimentação | retorno de parte do sinal à entrada para sustentar ou controlar o comportamento |
| ressonância | resposta selectiva de uma rede a determinada frequência |
| VCO | oscilador cuja frequência varia com uma tensão de controlo |
| detector de fase | bloco que compara fase/frequência de referência e realimentação |
| captura/bloqueio | aquisição inicial e acompanhamento estável da referência |
| ruído de fase | energia distribuída em torno da portadora, expressa relativamente à mesma |
Objectivos
No final deste módulo, o estudante deve conseguir:
- explicar por que razão um oscilador precisa de realimentação e de ganho suficiente;
- relacionar um circuito LC com a frequência de ressonância;
- distinguir oscilador livre, oscilador controlado por tensão e referência de cristal;
- reconhecer as topologias Hartley, Colpitts e Pierce e a utilização de um díodo Gunn;
- identificar detector de fase, filtro de malha, VCO e divisor num PLL;
- explicar captura, bloqueio e acompanhamento;
- calcular a frequência de saída de um sintetizador integer-N simples;
- reconhecer a arquitectura básica de uma síntese digital directa (DDS);
- reconhecer compromissos entre gama de sintonia, estabilidade, ruído de fase e espúrios.
1. O que é um oscilador?
Um oscilador gera um sinal periódico sem receber na entrada um sinal periódico da mesma frequência. Para isso, precisa de energia, de uma rede que determine a frequência e de uma realimentação que devolva parte do sinal à entrada com a fase e o ganho adequados.
Ver 2 perguntas relacionadas
Se a realimentação tiver a fase errada ou o ganho for insuficiente, a oscilação não se mantém. Se o ganho for demasiado elevado, podem surgir saturação, distorção e harmónicas. O arranque e o regime permanente não são exactamente o mesmo estado.
Aplicações e condições a reter
As limitações de ganho, fase e velocidade de variação da saída do AMPOP condicionam a frequência e a amplitude de um oscilador RC. Os valores de 100 kHz e 1 MHz da pergunta histórica não são limites universais: é necessário consultar a largura de banda, o ganho de malha e o slew rate do dispositivo. A nota de aplicação Texas Instruments — gerador sinusoidal mostra a verificação destas condições.
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Um oscilador gera um sinal periódico a partir da alimentação, sem precisar de um sinal periódico externo à entrada. Muitos osciladores combinam amplificador e rede selectiva de realimentação positiva. Para sustentar a oscilação, o ganho e a fase da malha devem ser adequados à frequência pretendida; realimentação positiva, por si só, não determina uma frequência estável.
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2. Ressonância LC
Num modelo ideal, um condensador e uma bobina trocam energia entre campo eléctrico e campo magnético. A frequência de ressonância é:
Legenda: \(f_{\mathrm{0}}\): frequência de ressonância ideal (Hz); \(L\): auto-indução (H); \(C\): capacidade (F); \(π\): constante pi (aproximadamente 3,1416); \(\sqrt{\phantom{x}}\): raiz quadrada.
Na prática existem resistência, perdas, capacidade parasita e indutância parasita. O factor de qualidade \(Q\) descreve, de forma simplificada, quão selectiva e pouco dissipativa é a ressonância. Um Q elevado pode reduzir o ruído de fase próximo da portadora, mas normalmente reduz a gama de sintonia.
Aplicações e condições a reter
Usa-se \(f₀ = 1/(2π\sqrt{LC})\), convertendo \(L = 0,04 mH\) para henrys e \(C = 200 pF\) para farads. O resultado é aproximadamente 1,78 MHz. A resistência afecta perdas e Q; a aproximação de ressonância usada no enunciado depende de L e C.
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Usa-se \(f₀ = 1/(2π\sqrt{LC})\), convertendo \(L = 0,05 mH\) para henrys e \(C = 10 pF\) para farads. O resultado é aproximadamente 7,12 MHz. A resistência afecta perdas e Q; a aproximação de ressonância usada no enunciado depende de L e C.
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3. Cristal e VCO
Um oscilador de cristal usa a ressonância mecânica de um cristal piezoeléctrico para obter uma referência muito estável. É excelente como referência, mas não oferece a mesma gama de sintonia que um circuito LC livre.
Num VCO (Voltage-Controlled Oscillator), a frequência de saída depende da tensão de controlo. Um varicap pode alterar a capacidade de um circuito ressonante quando a sua tensão inversa muda. O VCO permite sintonia, mas a frequência também varia com temperatura, alimentação, envelhecimento e ruído na tensão de controlo.
4. Topologias de oscilador que aparecem em exame
As designações seguintes identificam a forma como a realimentação é obtida. Não basta decorar o nome: é importante saber qual o elemento que participa na selecção de frequência.
- Hartley: usa uma rede indutiva com duas secções, ou duas bobinas acopladas, e uma capacidade de sintonia. A realimentação é obtida a partir da tomada da indutância.
- Colpitts: usa uma rede capacitiva dividida, normalmente dois condensadores, associada a uma bobina. A tomada capacitiva fornece a realimentação.
- Pierce: usa um cristal e a capacidade equivalente do circuito para obter uma referência muito estável. É comum em osciladores de relógio e referências de frequência.
- Gunn: usa a resistência diferencial negativa de um díodo Gunn em determinadas condições para produzir oscilação, sobretudo em frequências de micro-ondas. Não é uma junção PN rectificadora comum.
Num oscilador real, a frequência é determinada pela ressonância mas também é puxada por capacidade de entrada, capacidade entre pistas, indutância dos terminais, carga e temperatura. A frequência calculada pela fórmula LC é, portanto, uma primeira aproximação.
Exemplo de escolha
Para uma referência fixa de frequência, um cristal é normalmente mais adequado do que um LC livre. Para cobrir uma faixa ajustável, um VFO ou VCO é mais conveniente, aceitando maior sensibilidade a temperatura e alimentação. Um PLL pode combinar uma referência estável com a sintonia de um VCO.
Aplicações e condições a reter
Num oscilador LC, a indutância e a capacidade do circuito de tanque determinam a frequência de ressonância. Aumentar uma delas, mantendo a outra, reduz a frequência; capacidades parasitas, carga, temperatura e alimentação podem deslocar o valor real.
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O oscilador Hartley obtém a realimentação por divisão indutiva: uma bobina com tomada ou duas indutâncias fornecem a fracção do sinal devolvida à entrada. A frequência depende do circuito LC; distinguir esta divisão indutiva do divisor capacitivo do Colpitts.
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O oscilador Colpitts obtém a fracção de realimentação a partir de um divisor capacitivo. Distingue-se do Hartley, que usa uma divisão indutiva, e das topologias que estabilizam a oscilação por cristal.
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No Pierce, o cristal participa na rede de realimentação e determina fortemente a frequência de oscilação. A condição de oscilação exige ainda ganho e fase adequados; não basta dizer que existe realimentação sem identificar o cristal.
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O dispositivo Gunn explora uma região de resistência diferencial negativa em material semicondutor adequado, permitindo sustentar oscilação em micro-ondas com um circuito apropriado. Não é uma simples junção rectificadora PN; polarização, geometria e ressonador determinam a oscilação.
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Hartley e Colpitts são topologias de osciladores LC que podem ser usadas num VFO: a frequência é variada através dos elementos de sintonia. Hartley usa divisão indutiva e Colpitts divisão capacitiva na realimentação.
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5. A malha de captura de fase
Um PLL é uma malha de realimentação. O detector de fase ou de frequência compara uma referência com o sinal devolvido pelo divisor; o filtro de malha transforma o erro numa tensão de controlo; o VCO altera a frequência; e o divisor torna possível comparar uma frequência elevada com uma referência mais baixa.
Ilustração de referência: Analog Devices — figuras 1, 2 e 13: configuração de PLL e divisor na realimentação. Ver as figuras e a explicação na fonte.
Estados de funcionamento
- livre: o VCO oscila na sua frequência natural, sem estar alinhado com a referência;
- captura: a malha aproxima a frequência do VCO à referência; a captura depende da gama e da dinâmica da malha;
- bloqueado: a frequência de realimentação acompanha a referência e a diferença de fase permanece controlada;
- acompanhamento: dentro da gama de bloqueio, pequenas alterações da referência podem ser seguidas.
Captura e bloqueio não são sinónimos. A gama de captura pode ser mais estreita do que a gama de acompanhamento.
Aplicações e condições a reter
Uma PLL compara a fase da referência com a do sinal realimentado e corrige o VCO através do filtro de malha. Em bloqueio, a realimentação mantém a relação de frequência e fase prevista; uma referência estável ajuda a estabilizar a saída.
Ver 3 perguntas relacionadas
- Pergunta 140 — Duma forma geral, o que é uma malha de captura de fase PLL (Phase Locked Loop)?
- Pergunta 152 — Que tipo de circuito sintetizador de frequências usa um detetor (comparador de fase), seguindo de um filtro passa-baixo que por sua vez atua sobre um oscilador estável controlado por tensão e possui na malha de realimentação um divisor de frequências programável
- Pergunta 380 — Em que consiste um circuito com malha de captura de fase?
Uma PLL básica reúne comparador de fase, filtro de malha e VCO com realimentação. Um detector de envolvente não é um dos blocos básicos: detecta amplitude, enquanto a PLL compara fase ou frequência para corrigir o oscilador.
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Uma PLL transfere para a saída parte da instabilidade e do ruído de fase da referência, conforme a resposta da malha. Por isso usa uma referência estável e de baixo ruído. Variações de amplitude podem converter-se em erro de fase num detector ou circuito real, mas não é correcto dizer que qualquer variação de amplitude produz inevitavelmente ruído de fase em toda a arquitectura; essa é uma simplificação da resposta histórica.
Ver 1 pergunta relacionada
A gama de captura de uma PLL é o intervalo de diferença inicial de frequências em que a malha consegue adquirir sincronismo. Distingue-se da gama de manutenção ou lock, em que uma malha já sincronizada continua a seguir o sinal. As duas dependem do detector, filtro e VCO e não são necessariamente iguais.
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PLL significa Phase-Locked Loop, ou malha de captura de fase. O comparador de fase, o filtro e o oscilador controlado formam uma realimentação que permite sincronizar a fase e a frequência com uma referência.
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6. Síntese integer-N
Num sintetizador simples, se o divisor de realimentação for \(N\) e a frequência de comparação for \(f_{\mathrm{ref}}\):
Legenda: \(f_{\mathrm{out}}\): frequência de saída (Hz); \(f_{\mathrm{ref}}\): frequência de referência (Hz); \(N\): factor inteiro de divisão na realimentação (sem unidade).
Se existir um divisor de referência \(R\):
Legenda: \(f_{\mathrm{out}}\): frequência de saída (Hz); \(f_{\mathrm{ref}}\): frequência de referência (Hz); \(N\): factor inteiro de divisão na realimentação (sem unidade). \(R\): factor inteiro do divisor de referência (sem unidade); aqui não representa resistência.
Exemplo: com \(f_{\mathrm{ref}} = 10\,\mathrm{MHz}\), \(R = 2\) e \(N = 145\):
Legenda: \(f_{\mathrm{out}}\): frequência de saída (MHz neste exemplo); \(145\): factor de divisão \(N\); \(2\): factor de divisão \(R\); \(10 MHz\): frequência de referência.
O valor só é válido se a arquitectura e os divisores suportarem as frequências indicadas. Um cálculo de síntese não substitui a verificação de limites, filtro de malha, estabilidade e espúrios.
7. Estabilidade, ruído de fase e espúrios
Uma referência instável aparece, em alguma medida, na saída. O VCO acrescenta ruído próprio. A largura de banda da malha determina quanto da referência e quanto do ruído do VCO é transferido para a saída; o compromisso não pode ser escolhido sem considerar a aplicação.
Os espúrios são componentes indesejadas discretas associadas ao processo de síntese, à referência, à alimentação, à fuga da bomba de carga ou a acoplamentos. O ruído de fase aparece como energia distribuída em torno da portadora. Ambos podem degradar a recepção, gerar interferências e dificultar a medição.
O ruído de fase é frequentemente apresentado como densidade relativa em \(dBc/Hz\), isto é, decibéis relativamente à portadora e por unidade de largura de banda, num determinado afastamento. A unidade e o afastamento devem acompanhar qualquer valor publicado.
Uma alimentação com ondulação ou ruído na tensão de controlo pode modular o VCO e criar bandas laterais. Uma referência de relógio ou um divisor também pode injectar componentes periódicas. Ao procurar uma risca espúria, deve-se alterar uma variável de cada vez: alimentação, frequência de comparação, largura da malha, carga e blindagem.
Mistura recíproca e ruído de fase do oscilador local
Um oscilador local com ruído de fase espalha energia para os dois lados da portadora. Quando um sinal forte fora do canal é misturado com esse oscilador local, essa energia pode ser convertida para dentro da faixa do sinal pretendido: é a mistura recíproca. O receptor pode então perder relação sinal/ruído mesmo quando o sinal desejado não está directamente sobrecarregado. Filtros de RF, um LO com menor ruído de fase e uma faixa dinâmica adequada ajudam, mas AGC posterior não desfaz a energia já misturada.
Aplicações e condições a reter
O ruído de fase produz energia em torno da portadora, a pequenos afastamentos acima e abaixo da frequência central. Num analisador aparece como uma elevação ou saia em redor do pico; é diferente de harmónicos afastados e da figura de ruído do receptor.
Ver 1 pergunta relacionada
dBc compara potência com a potência da portadora; −30 dBc significa uma potência mil vezes menor. dBc/Hz normaliza a densidade de ruído relativamente à portadora para uma banda de 1 Hz e é usado, por exemplo, para ruído de fase. Não confundir uma densidade em dBc/Hz com potência integrada sobre toda uma banda.
Ver 1 pergunta relacionada
A mistura recíproca ocorre quando o ruído de fase do oscilador local se mistura com um sinal forte próximo e eleva o ruído na banda de recepção. Pode limitar a recepção de sinais fracos, mesmo sem intermodulação do sinal desejado.
Ver 1 pergunta relacionada
8. Síntese digital directa
Uma DDS usa normalmente uma referência de relógio, um acumulador ou NCO (Numerically Controlled Oscillator), um conversor digital-analógico e um filtro passa-baixo. A palavra de sintonia altera a fase acumulada a cada relógio; o DAC converte a sequência em tensão e o filtro atenua imagens da amostragem. Uma DDS permite resolução fina e mudanças rápidas, mas acrescenta quantização, imagens e espúrios que devem ser filtrados.
Ver 1 pergunta relacionada
Exemplo numérico: palavra de sintonia de uma DDS
Considera uma DDS ideal com relógio de referência de \(40\,\mathrm{MHz}\), acumulador de fase de \(32\) bits e palavra de sintonia \(K = 2^{28}\). A frequência ideal resulta da fracção do acumulador que é percorrida em cada ciclo de relógio:
Legenda: \(f_{\mathrm{out}}\): frequência de saída ideal da DDS (Hz, convertível para MHz); \(f_{\mathrm{clk}}\): frequência do relógio (Hz); \(K\): palavra de sintonia inteira (sem unidade); \(N\): número de bits do acumulador de fase; \(2^N\): número de estados do acumulador; \(Δf\): passo mínimo de frequência (Hz). Aqui \(N\) é uma resolução em bits, distinta do divisor da PLL.
O resultado de \(2,5 MHz\) é o valor ideal do NCO. Na saída real ainda se confirmam a taxa do DAC, as imagens da amostragem, o filtro de reconstrução, o relógio, o ruído de fase e os espúrios. A resolução calculada não significa que o equipamento consiga essa exactidão em todas as condições.
Diagnóstico guiado: o PLL não bloqueia
Situação: a saída varia, não alcança a frequência pretendida ou apresenta espúrios inesperados.
- confirma referência, divisores, frequência de comparação e gama do VCO;
- verifica se a malha está em captura, bloqueio ou fora da faixa de acompanhamento;
- inspecciona tensão de controlo, filtro de malha, alimentação e carga;
- separa instabilidade, ruído de fase, espúrio discreto e erro de configuração antes de alterar a largura da malha.
Conclusão: “não há bloqueio” é um sintoma. A arquitectura e os estados da malha determinam que teste faz sentido.
Exercícios
Tenta responder antes de abrir a resposta.
1Qual é a frequência LC ideal aproximada para \(L = 10\,\mu\mathrm{H}\) e \(C = 100\,\mathrm{pF}\)?
\(L=10\times 10^{-6}\,\mathrm{H}\) e \(C=100\times 10^{-12}\,\mathrm{F}\). Assim, \(f_{\mathrm{0}}=1/(2π√{LC})=1/(2π√{10\times 10^{-6}\times 100\times 10^{-12}})≈5,03\,\mathrm{MHz}\).
2Que frequência produz um sintetizador integer-N ideal com \(f_{\mathrm{ref}} = 1\,\mathrm{MHz}\) e \(N = 12\)?
no modelo integer-N, \(f_{out}=N\times f_{ref}=12\times 1\,\mathrm{MHz}=12\,\mathrm{MHz}\).
3Qual é a função do divisor?
Reduzir a frequência de saída para que possa ser comparada com a referência.
4Porque não basta aumentar a gama de sintonia do VCO?
Porque a gama pode aumentar o ruído de fase, reduzir a estabilidade ou exigir mais tensão de controlo.
5O que significa PLL bloqueado?
A frequência de realimentação acompanha a referência e o erro de fase permanece controlado.
6Qual é a diferença didáctica entre Hartley e Colpitts?
Hartley usa uma tomada indutiva; Colpitts usa uma divisão capacitiva.
7Porque não se deve chamar “díodo rectificador” a um díodo Gunn?
Porque o Gunn explora uma propriedade de resistência diferencial negativa para oscilação, não a rectificação PN convencional.
8Quais são os blocos didácticos de uma DDS?
Referência, NCO, DAC e filtro passa-baixo.
9Uma DDS usa \(f_{clk}=48\,\mathrm{MHz}\), um acumulador de \(32\) bits e \(K=2^{27}\). Qual é a frequência ideal?
\(f_{out}=Kf_{clk}/2^{32}=2^{27}\times 48\,\mathrm{MHz}/2^{32}=48/32\,\mathrm{MHz}=1,5\,\mathrm{MHz}\). Depois verificam-se imagens, filtro, relógio e espúrios.
10O que é mistura recíproca?
A conversão de energia do ruído de fase de um oscilador local, excitado por um sinal forte, para dentro do canal que se pretende receber.
10. Erros frequentes
- confundir um VCO com um oscilador perfeitamente estável;
- dizer que um PLL “cria energia” ou elimina todo o ruído;
- esquecer a divisão na equação de síntese;
- tratar captura como sinónimo de bloqueio;
- ignorar a tensão de controlo, a gama de sintonia e os limites do VCO;
- confundir uma portadora ideal com o espectro real, que inclui ruído de fase e possíveis espúrios.
- assumir que a topologia do oscilador determina sozinha a frequência exacta;
- tratar uma referência de cristal como se tivesse sintonia livre;
- esquecer que a alimentação e a tensão de controlo também podem criar modulação e espúrios.
- confundir DDS com um PLL analógico completo;
- esquecer o DAC, o filtro de reconstrução e as imagens da amostragem numa DDS.
Resumo e glossário
- Um oscilador precisa de energia, selecção de frequência e realimentação.
- Cristal, LC e VCO oferecem compromissos diferentes entre estabilidade e sintonia.
- Um PLL compara referência e realimentação através de uma malha de controlo.
- Captura, bloqueio e acompanhamento não são sinónimos.
- Ruído de fase é distribuído; espúrios são componentes discretas indesejadas.
| Termo | Ideia a reter |
|---|---|
| VCO | oscilador controlado por tensão |
| PLL | malha de bloqueio de fase |
| divisor | reduz a frequência de realimentação |
| captura | entrada inicial na faixa de acompanhamento |
| espúrio | componente discreta não pretendida |
Aplicações e condições a reter
Um oscilador gera um sinal periódico a partir da alimentação, sem precisar de um sinal periódico externo à entrada. Muitos osciladores combinam amplificador e rede selectiva de realimentação positiva. Para sustentar a oscilação, o ganho e a fase da malha devem ser adequados à frequência pretendida; realimentação positiva, por si só, não determina uma frequência estável.
Ver 1 pergunta relacionada
VCO significa Voltage-Controlled Oscillator, oscilador controlado por tensão: a tensão de controlo altera a frequência de saída. Aplicar o sinal modulante nesse controlo pode produzir FM. Uma PLL que contém um VCO pode participar nesse modulador, mas o comportamento depende do ponto de injecção e da largura de banda da malha; nem toda a PLL é automaticamente um modulador de FM.
Ver 2 perguntas relacionadas
Siglas e abreviaturas usadas neste módulo
Cada entrada apresenta a expressão original, a língua e o significado em português neste contexto.
- AGC — Automatic Gain Control (inglês): controlo automático de ganho.
- DAC — Digital-to-Analog Converter (inglês): conversor digital-analógico.
- DDS — Direct Digital Synthesis (inglês): síntese digital directa.
- FM — Frequency Modulation (inglês): modulação de frequência.
- LO — Local Oscillator (inglês): oscilador local.
- NCO — Numerically Controlled Oscillator (inglês): oscilador controlado numericamente.
- PLL — Phase-Locked Loop (inglês): malha de sincronismo de fase.
- RF — Radio Frequency (inglês): radiofrequência.
- VCO — Voltage-Controlled Oscillator (inglês): oscilador controlado por tensão.
- VFO — Variable Frequency Oscillator (inglês): oscilador de frequência variável.
Os códigos Q são grupos convencionais com significados definidos, não iniciais de palavras. As letras de componentes (R, L, C) representam resistência, indutância e capacidade; números como R1 ou C2 identificam componentes.
Referências terminológicas: abreviaturas da ARRL e glossário de electrónica da Analog Devices.
Fontes e versão
- Procedimentos e programa de exame — osciladores, VCO, PLL, estabilidade e ruído de fase no Anexo 1.
- Analog Devices — PLL Fundamentals — arquitectura, VCO, divisores, estabilidade, ruído de fase e espúrios.
- Analog Devices — PLL glossary — detector, filtro, VCO, captura e bloqueio.
- TI — CD4046B Phase-Locked Loop — fundamentos e aplicações de PLL.
Data de verificação: 2026-08-08. Os valores calculados são exemplos didácticos e não especificam um equipamento real.